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Mariana Mortágua diz que governador do Banco de Portugal "participou numa farsa que demorou dois anos"

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O governador do Banco de Portugal "andou num braço de ferro" com as autoridades europeias durante dois anos e acabou com uma resolução que custou aos contribuintes pelo menos €3 mil milhões, defendeu Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda.

"O Banco de Portugal não é um agente neste processo. Acompanha-o na qualidade de supervisor", afirmou Carlos Costa, governador do Banco de Portugal (BdP), na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, esta terça-feira. Uma declaração que fez depois de Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, ter dito que o supervisor "tinha andado durante dois anos num braço de ferro com as autoridades da União Europeia (a defender que o melhor seria a viabilização e o pior a resolução) e culminou com uma perda de €3 mil milhões para os contribuintes portugueses".

"Alguma vez o Banif teve algum plano de reestruturação aprovado?", perguntou Mariana Mortágua. Carlos Costa não respondeu. Mas tem dito: "nada está aprovado até estar aprovado". Nunca foi aprovado nenhum plano de reestruturação e foram apresentados oito.

Pouco depois o governador acabou por dizer: "O Banif não pode dizer que eles (a DGcom, a direção geral da concorrência europeia) são feios, porcos e maus" e depois não conseguir chegar a acordo.