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Chegou a hora da Índia

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A Índia é o segundo produtor de arroz do mundo, depois da China. Na foto, uma plantação em Karjat

Danish Siddiqui / Reuters

Índia, Camboja e Myanmar vão ser os três “tigres” do crescimento nos próximos anos na Ásia segundo o relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento, que vai ser divulgado em Lisboa

O crescimento da Ásia em Desenvolvimento vai continuar abaixo de 6% este ano e no próximo, segundo as previsões do “Asian Development Outlook 2016” que o Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB, no acrónimo em inglês) vai divulgar no ISEG em Lisboa na próxima semana. São previsões inclusive inferiores às adiantadas pelo Fundo Monetário Internacional na sua mais recente atualização do “World Economic Outlook” que aponta para um crescimento ainda ligeiramente acima de 6% em 2016 e 2017 nas economias asiáticas emergentes e em desenvolvimento.


Para alguns economistas, uma taxa inferior a 6% em economias emergentes e em desenvolvimento é sinal de perigo, mas para o economista-chefe-adjunto do banco, o chinês Juzhong Zhuang, a Ásia em Desenvolvimento “vai continuar a ser a região do mundo de maior crescimento” e esse aspeto é a questão essencial.


Mensagem para diversificar


“A mensagem para as empresas portuguesas é essa. Aquele crescimento gera enormes oportunidades de comércio internacional e de investimento e os empresários portugueses têm tudo a ganhar em diversificar o seu investimento e os seus destinos comerciais na Ásia”, sublinha, a partir de Manila, o economista chinês, de 60 anos, doutorado em Economia pela Universidade de Manchester, no Reino Unido.


Zhuang virá apresentar e discutir na próxima quarta-feira o relatório naquela universidade em Lisboa. Portugal é inclusive membro do ADB, sediado em Manila, que conta com 67 acionistas, 48 dos quais da região. Os Estados Unidos e o Japão detêm mais de 30%.


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