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Bolsas iniciam abril no vermelho

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Praças financeiras asiáticas fecharam no vermelho, lideradas por Tóquio. Europa abriu em terreno negativo com Paris e Zurique a liderarem as descidas. PSI 20 em linha com trajetória descendente europeia. Preço do Brent desce abaixo de 40 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

Abril iniciou-se com uma maré vermelha nas praças financeiras na Ásia Pacífico, a que só escapou Xangai. As bolsas europeias, também, iniciaram o novo mês em terreno negativo, com o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) a perder 1,9% pelas 11 horas (hora de Portugal). O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu em linha com a trajetória descendente europeia, mas com uma quebra inferior, de 0,5%, com duas cotadas a liderarem as quedas, a Altri e a EDP Renováveis. Os futuros em Wall Street estão em terreno negativo, indiciando uma abertura no vermelho em Nova Iorque.

Apesar do mês de março ter registado ganhos de 8,19% e 5,92% para os índices MSCI para a Ásia Pacífico e Europa respetivamente, a última sessão, na quinta-feira, fechou com quedas nas bolsas europeias e um ganho ligeiro nas praças asiáticas.

Na Ásia Pacífico, a bolsa de Tóquio liderou as descidas esta sexta-feira, com o índice Nikkei 225 a perder 3,55% e o índice TOPIX a recuar 3,4%. O índice de volatilidade na bolsa nipónica subiu 19%. Os principais índices das bolsas de Sidney, Seul, Taipé e Hong Kong fecharam o 1º de abril com quedas superiores a 1%. Escapou à maré vermelha a bolsa de Xangai que registou um ganho de 0,19%. O índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas, Xangai e Shenzhen) subiu 0,12%.

A Europa abriu no vermelho. As quedas estão a ser lideradas pelos índices SMI de Zurique e Cac 40 de Paris, com descidas na ordem de 1,9%, pelas 11 horas. No índice Eurostoxx 50, a Telefonica espanhola e cinco cotadas francesas (Safran, Total, Schneider, L’Óreal e Danone) lideram as descidas, com quebras superiores a 3%.

O preço do barril de petróleo de Brent - a variedade europeia de referência internacional - baixou dos 40 dólares, cotando-se em 39,62 dólares pelas 11 horas desta sexta-feira. O preço do Brent fechou em 40,16 dólares no final de março.

Esta sexta-feira foi dia de divulgação de alguns índices PMI para a área industrial relativos ao mês de março. O índice PMI diz respeito à opinião manifestada pelos decisores de compras (purchase managers).

Os índices hoje divulgados revelam que China (segundo o índice Caixin), França, Japão e Rússia continuaram com o sector industrial em contração em março. No caso russo, o índice piorou de 49,3 em fevereiro para 48,3 em março. Um índice abaixo de 50 indica contração. No entanto, no caso da China, segundo o índice PMI oficial (distinto do índice Caixin), a indústria teria saído de contração com o índice a subir de 49 para 50,2 naquele período.

O conjunto da zona euro continuou em expansão em março, bem como a Alemanha, Itália e Espanha, entre as principais economias da moeda única. No mês passado, os índices PMI para a zona euro, Alemanha e Itália melhoraram, mas o relativo a Espanha piorou. O índice PMI para a zona euro subiu ligeiramente de 51,4 em fevereiro para 51,6 em março.

Na zona euro, os índices PMI da Markit mais elevados em março registaram-se para a Irlanda (54,9; o mais elevado nos últimos oito meses), Holanda (53,6; o mais elevado em seis meses) e Itália (53,5; o mais elevado nos últimos três meses).

  • Bolsa de Lisboa segue tendência das principais praças europeias que estão a negociar em baixa

  • Foi o primeiro mês do ano com ganhos, depois do afundamento em janeiro com uma derrocada global de 6%. O melhor desempenho em março registou-se nos mercados emergentes, com Moscovo, São Paulo e Istambul a liderarem principais praças. Bolsas europeias ganharam 6% e PSI 20 em Lisboa subiu 3,6%