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Taxa dos sacos de plástico pode render €200 mil

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Governo espera obter este ano uma receita de €200 mil com a taxa de 10 cêntimos sobre os sacos de plástico, medida que entrou em vigor há cerca de um ano

O Governo prevê obter este ano uma receita de 200 mil euros com a taxa sobre os sacos de plástico leve, medida em vigor há um ano, segundo fonte do Ministério do Ambiente.

A nova taxa de dez cêntimos sobre os sacos de plástico, em vigor desde 15 de fevereiro do ano passado, fez com que os portugueses reduzissem muito a utilização de sacos de plástico leve e, em algumas lojas, a quebra ultrapassou os 90%, uma medida "claramente positiva" no entender dos ambientalistas.
O objetivo da taxa era reduzir a utilização de 466 sacos por habitante e por ano, uma das mais elevadas da Europa, para 50 sacos.

Os sacos de plástico leve, com espessura inferior a 50 microns, anteriormente oferecidos nas lojas, principalmente nos hipermercados, rompem-se facilmente e desfazem-se em pequenas partículas poluindo o ambiente, especialmente os oceanos, sendo ingeridos por peixes e aves marinhas, matando-os.

Em fevereiro, o Ministério do Ambiente avançou à Lusa que este ano se estimava arrecadar em receitas da taxa 200 mil euros, adiantando que se "verificou uma redução significativa da utilização de sacos de plástico leves", com a opção de compra por parte dos consumidores a recair em sacos de maior espessura que podem ser reutilizados.

Ainda segundo dados do Ministério liderado por João Pedro Matos Fernandes, houve quebras de utilização acima de 90%, em áreas de negócio tão distintas como materiais de construção, material automóvel, vestuário ou alimentação.

Os ambientalistas da Quercus consideram a taxa sobre os sacos de plástico leve positiva, mas referem que não é ainda possível uma análise do comportamento dos consumidores por falta de dados quantificados, o mesmo argumento da Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP) sobre a impossibilidade de ter a imagem dos efeitos da situação nas empresas deste sector.