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Produtores de leite e de carne de porco novamente em protesto, agora em Braga

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Manifestação coincide com a abertura da 49ª Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação (AGRO), onde estará presente o ministro da Agricultura, Capoulas Santos

Um grupo de produtores de leite e de carne estão a "marchar", esta quinta-feira, numa "ação de sensibilização" em Braga com o objetivo de alertar para a "grave" crise que o setor atravessa e apelar ao consumo de produtos nacionais.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Leite e de Carne, Jorge Lobato, explicou que o objetivo da concentração é "alertar" a população para a qualidade do produto nacional e para a "falta de fiscalização" dos laticínios e das carnes importadas.

O "encontro", que a organização espera reunir cerca de 500 pessoas, coincide com a abertura da 49ª Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação (AGRO), onde estará presente o ministro da Agricultura, Capoulas Santos.

"A população tem que saber que a crise que enfrentamos no setor leiteiro e das carnes está a por em risco muitos postos de trabalho diretos e indiretos. Além disso, queremos alertar as pessoas para a necessidade de mais fiscalização aos produtos importados", explicou o responsável.

Segundo Jorge Lobato, "não faz sentido que um país que é autossuficiente em leite importe todos os anos toneladas de produtos lácteos de qualidade inferior àquela que produz".

Para o responsável, "o consumidor opta pelo produto mais barato, como é o caso das marcas brancas" mas, alertou, "esse mesmo consumidor tem que saber que aquele produto é pior do que o nacional".

Os representantes do grupo, que irá distribuir panfletos pelo centro de Braga "marchando" depois pela Av. da Liberdade em direção ao recinto da AGRO, o Parque de Exposições de Braga, vão, de tarde, estar com o ministro da Agricultura que irá presidir a um seminário sobre o setor pecuário.

"O Senhor ministro conhece as nossas reivindicações e as nossas preocupações e não nos calaremos até vermos os nossos direitos como produtores assegurados, nomeadamente a reintrodução de quotas de produção", adiantou Jorge Lobato.