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Merck financia projeto português de investigação na área da malária

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A farmacêutica alemã vai canalizar meio milhão de euros para um projeto que envolve o instituto português IBET, visando encontrar um tratamento para a fase inicial da malária

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A farmacêutica alemã Merck vai investir meio milhão de euros nos próximos dois anos num projeto de cooperação com o IBET - Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, que visa testar soluções para o combate à malária.

A parceria, apresentada esta quinta-feira nas instalações do IBET, em Oeiras, prevê que ao longo dos próximos dois anos os investigadores portugueses analisem possibilidades de cura na fase hepática da malária, quando a infeção ainda não se espalhou no sangue.

Para este efeito, o IBET tem estado a mimetizar em laboratório o funcionamento do fígado, de forma a poder introduzir o parasita num ambiente o mais parecido possível com o que existe no corpo humano.

A parceria com a Merck, diz a presidente do IBET, Paula Alves, "vai permitir adquirir conhecimento sobre uma fase inicial da malária". "Estudando a fase hepática, vamos tentar desenvolver fármacos que permitam intervir logo nessa fase", acrescenta Paula Alves.

Bruno Wohlschlegel, diretor geral da Merck em Portugal, sustenta que o IBET é "uma excelente plataforma de conhecimento", com a qual a Merck já colabora há algum tempo.

O gestor garante que "o resultado de anteriores investimentos em Portugal é tangível" e admite que o que resultar desta nova parceria na área da malária "conduzirá a novos investimentos no país".

Paula Alves assegura que este género de parcerias são "muito importantes" para o instituto que lidera. "Este tipo de parcerias permite-nos criar empregos para cientistas", sublinha a presidente do IBET.