Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Fernando Pinto acusa operadoras low-cost de terem subsídios públicos que a TAP não tem

  • 333

Marcos Borga

Fernando Pinto admite que o aeroporto Sá Carneiro não será uma base central da TAP, mas garante que o Porto não vai perder passageiros

“Se quiserem crucificar alguém, que seja eu, porque esta questão iniciou-se quando adotámos uma estratégia de ter uma plataforma giratória em Lisboa. Foi isso que permitiu a TAP sobreviver.” O presidente-executivo da TAP dá o corpo ao manifesto, quando questionado sobre as consequências do cancelamento de quatro rotas da transportadora aérea para o Porto. Este tem sido um dos temas mais debatidos nas últimas semanas na praça pública e, entretanto, Rui Moreira, presidente do município, publicou o livro "TAP-Caixa Negra" sobre esta situação.

Mas, para Fernando Pinto, os culpados desta situação estão, inclusive, a ser apoiados pela câmara do Porto: acusa as transportadoras aéreas low-cost de terem subsídios públicos que a TAP não tem, em entrevista ao “Jornal de Notícias” esta quinta-feira. “Uma low-cost chega a uma cidade, por exemplo, ao Porto, e diz: se me pagarem X por passageiro eu abro uma nova rota”. E quem pagaria esse valor? Instituições de turismo, hotéis, aeroportos e “até as câmaras”.

“Durante muitos anos, conseguimos suportar a operação no Porto, fazendo uma espécie de mini-hub de voos internacionais. Embora tivessem um bom aproveitamento, o nível tarifário médio europeu fez com que fossem deficitários. Tive que cortar rotas com 85% de ocupação”, explicou ao "JN".

Durante a entrevista, Fernando Pinto admitiu ainda que o aeroporto Sá Carneiro não será uma base central da TAP, mas garante que o Porto não vai perder passageiros.

  • TAP. Rui Moreira sentiu-se enganado

    Em reação à entrevista de Fernando Pinto esta quarta-feira ao “Jornal de Notícias”, em que o presidente-executivo da TAP diz que Rui Moreira considerou que a ponte aérea era uma “ótima ideia”, o gabinete da Câmara do Porto sublinha que o autarca foi enganado nessa reunião e remete para o livro “TAP - Caixa Negra”, publicado há uma semana, no qual Rui Moreira fala de pormenores “ocultados” e que por isso “não estava excessivamente preocupado