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Deflação abrandou na zona euro em março

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A estimativa rápida do Eurostat aponta para uma variação nos preços no consumidor de -0,1%, acima de -0,2% registado em fevereiro, quando a zona euro recaiu em terreno de inflação negativa. A inflação subjacente subiu para 1%

Jorge Nascimento Rodrigues

A inflação na zona euro em março permanece em ambiente deflacionário, mas subiu para -0,1%, depois de ter recaído em terreno negativo em fevereiro quando registou -0,2%. A estimativa rápida do Eurostat divulgada esta quinta-feira aponta ainda para uma subida da inflação subjacente (variação de preços no consumidor excluindo as categorias de energia, alimentação, álcool e tabaco) de 0,8% em fevereiro para 1% em março.

A componente dos preços do sector de energia continua a pesar negativamente no comportamento da inflação na zona euro. O seu peso negativo tem-se agravado desde início do ano, registando quebras de 5,4% em janeiro, 8,1% em fevereiro e 8,7% em março. A componente do índice que tem registado o melhor comportamento é o sector dos serviços, cujos preços subiram de 0,9% em fevereiro para 1,3% em março.

Três economias chave da zona euro também divulgaram esta quinta-feira as previsões preliminares para a inflação em março. Os dados não são animadores. Espanha, França e Itália mantêm-se em terreno negativo, deflacionário. Em França a inflação em março é estimada em -0,1%, mantendo o nível de fevereiro. Em Espanha deverá registar em março -1%, mantendo também o nível do mês anterior. Na Itália, a situação agravou-se: a inflação terá descido em março para -0,3%, depois de ter registado -0,2% em fevereiro. Nos três casos, as estimativas do Eurostat são piores do que as previsões dos analistas.

Recorde-se que o Banco Central Europeu já injetou, desde 9 de março de 2015, mais de 640 mil milhões de euros só no programa de compra de obrigações soberanas da zona euro até 25 de março e que na reunião mais recente, a 10 de março, se viu obrigado a lançar um novo pacote de medidas, incluindo a descida para 0% da taxa de juros de referência, o aumento a partir de 1 de abril do volume mensal de compras de ativos públicos e privados de 60 para 80 mil milhões de euros e o anúncio de um novo programa de compra de obrigações de empresas da zona euro (com rating de investimento) a partir do final do segundo trimestre que poderá abranger mais de 900 mil milhões de euros em dívida obrigacionista empresarial.