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Bolsas. Europa tem recaída no vermelho. Ásia fecha “mista”

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Depois de um quarta-feira com ganhos que se destacaram à escala mundial, as praças europeias voltaram a registar perdas, o que não se verificava desde 24 de março. Lisboa segue tendência negativa com BCP a cair 4%. Bolsa de Tóquio fechou a cair pela terceira sessão consecutiva

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias recaíram esta quinta-feira na abertura em terreno negativo. Já não negociavam em terreno negativo desde 24 de março. Na quarta-feira registaram ganhos embaladas pelo “efeito Yellen” – em virtude das declarações esta semana da presidente da Reserva Federal norte-americana reafirmando uma estratégia de “cautela” em novas subidas de taxas de juro do banco central dos Estados Unidos. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) perdia mais de 1% e a bolsa de Milão liderava as quedas entre as principais praças financeiras europeias.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, negoceia em linha com a trajetória negativa europeia, com as ações do BCP a liderarem as quedas, com um recuo de 4%.

O “efeito Yellen” parece estar a esmorecer também na Ásia que fechou esta quinta-feira “mista”, com Tóquio a registar perdas pelo terceiro dia consecutivo e o índice CSI 300 das duas bolsas chinesas a ficar acima da linha de água. Em terreno positivo fecharam as bolsas chinesas, de Taiwan, Sidney e Mumbai. No vermelho, encerraram Tóquio, Seul e Hong Kong. Na bolsa nipónica, o índice Nikkei 225 perdeu 0,71% e o TOPIX recuou 0,67%. O índice Hang Seng de Hong Kong desceu 0,17%.

Entretanto, a agência de notação Standard & Poor’s cortou de estável para negativa a perspetiva relativa à dívida de longo prazo da China, cujo rating está em AA-, e de Hong Kong, cuja notação ainda é de triplo A.

Os futuros em Wall Street estão em térreo negativo indiciando uma abertura no vermelho na sessão norte-americana.

O preço do barril de petróleo de Brent – a variedade europeia de referência internacional – estava em trajetória de descida na abertura da sessão europeia, cotando-se abaixo de 40 dólares.

Permanece a incerteza sobre os resultados da reunião agendada para 17 abril em Doha entre membros do cartel da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Rússia e outros não membros do cartel. Esta quinta-feira, o ministro dos Petróleos da Nigéria (que é membro do cartel desde 1971) apontou a necessidade dos países africanos exportadores de petróleo – Argélia, Angola, Líbia e Nigéria são membros da OPEP - formarem “um bloco”. Um estudo divulgado hoje revela que a produção da OPEP subiu de 32,37 milhões de barris diários em fevereiro para 32,47 milhões em março, devido ao aumento de produção do Irão e Iraque, segundo uma avaliação realizada pela Reuters.

Alguns analistas do mercado petrolífero consideram que a trajetória de subida do preço do Brent desde 20 de janeiro (57% entre o mínimo de 27,10 dólares em janeiro e o máximo acima de 42 dólares a 18 de março) terá terminado. Os analistas do Commerzbank já cognominaram de "farsa" as expetativas alimentadas em torno da cimeira de Doha.

  • As bolsas europeias fecharam esta quarta-feira a ganhar 1,2%. Índices de Wall Street e Nasdaq subiram cerca de 0,5%. Índice PSI 20 em Lisboa avançou 1,6%, com BCP e Montepio a registarem perdas e BPI a fechar com uma subida de quase 5%. Preço do Brent desce para 40 dólares