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Novo Banco pode fazer despedimento coletivo de 150 funcionários

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Alberto Frias

Dos 500 funcionários com quem o Novo Banco pretendia rescindir contrato, 350 aceitaram a proposta da instituição: 1,2 salários por ano de antiguidade, mais outras regalias

“Para já, o número que será abrangido pelo despedimento coletivo será no máximo de 150. Se perguntam se estou contente, não. (...) Mas é uma alívio.” Ao contrário do que tinha dito inicialmente, Eduardo Stock da Cunha, presidente do Novo Banco, o despedimento coletivo que era necessário fazer de 500 pessoas passou, para já, para 150, conta o "Jornal de Negócios".

A intenção de avançar com um despedimento coletivo para os trabalhadores que não aceitarem a proposta de rescisão negociada foi revelada pelo CEO do Novo Banco na terça-feira, durante a audição na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social.

Dos 500 funcionários com que o banco pretendia rescindir contrato, 350 aceitaram responder afirmativamente à proposta da instituição: o valor ficou fixado nos 1,2 salários por ano de antiguidade, um número superior ao que é normalmente praticado nos despedimentos colectivos.

Dentro do pacto compensatório, fica ainda assegurada a manutenção do SAMS - Serviços de Assistência Médico-Social - e a garantia de acesso a condições específicas para bancários nos contratos de crédito à habitação.

O pacote indemnizatório a propor no âmbito das rescisões por mútuo acordo será universal e todos trabalhadores que aceitem sair neste processo terão acesso ao subsídio de desemprego.