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Fernando Pinto: Rui Moreira achou que a ponte aérea era uma “ótima notícia”

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Fernando Pinto é o segundo melhor classificado em Portugal no que toca à presença e influência digital dos executivos das principais empresas do país

David Clifford

Presidente-executivo da TAP revela ter reunido com Rui Moreira antes do conflito entre a transportadora aérea e o município se ter tornado público. Nessa reunião, segundo Fernando Pinto, o autarca do Porto afirmou que a ponte aérea era uma "ótima ideia"

É uma troca de acusações que já se estende há algum tempo. Ou é Rui Moreira a culpabilizar a gestão da TAP de Fernando Pinto ou o presidente-executivo da TAP a contradizer o autarca do Porto. Em entrevista ao “Jornal de Notícias” esta quarta-feira, Fernando Pinto acusa Rui Moreira de estar a utilizar a companhia aérea como “arma de arremesso político” e afirma que este recebeu a notícia da ponte aérea como uma "ótima ideia".

O presidente-executivo da TAP revela ter reunido com o autarca portuense para lhe apresentar o plano de suprimir quatro rotas para a Europa a partir do Porto e a criação de uma ponte área entre o Porto e Lisboa, ainda antes deste conflito ter-se tornado público, e diz que Rui Moreira reagiu de forma positiva. O autarca do Porto terá confessado estar “preocupado”, porque sabia das possíveis reações, mas não fez qualquer impedimento à ideia.

Fernando Pinto diz que Moreira não deu grande importância ao cancelamento dos voos para a Europa. “Esses voos já são servidos pelas low-cost, não há grande problema, ainda bem que vão manter o longo curso e a ponte aérea é uma óptima noticia porque os empresários podem vir de qualquer lugar da Europa com voos constantes”, disse Fernando Pinto, de memória, as palavras de Rui Moreira. Esta reunião terá acontecido “um pouco antes da guerra começar”.

Quanto aos efeitos do cancelamento das quatro rotas a partir do Porto e oito a partir de Lisboa, mesmo que alguns desses voos tivessem taxas de ocupação na ordem dos 85%, Fernando Pinto justifica que a TAP “passou por uma fase difícil nestes quatro anos” e que "não cobriam os custos" das viagens.