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Amado: Banco de Portugal demorou a reagir à fatídica notícia da TVI

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Jose Carlos Carvalho

Luís Amado, ex-presidente do conselho de administração do Banif, defendeu que o Banco de Portugal demorou a reagir à notícia da TVI de 13 de dezembro de 2015, dia em que o canal afirmou que o banco iria ser alvo de uma intervenção. A notícia agravou de "forma dramática" a situação do banco

O ex-governante e ex-presidente do conselho de administração do Banif, afirmou na comissão parlamentar de inquérito, tal como tinha já dito na terça-feira Jorge Tomé, último presidente executivo do banco, que a notícia da TVI de dia 13 de dezembro agravou de forma dramática a liquidez do banco e acabou por ser a estocada final na viavilização do banco. Um dia depois da notícia da TVI foram levantados quase mil milhões de euros, a intervenção no Banif chegou no final dessa semana.

"O Banco de Portugal demorou a reagir à notícia. (...) A confiança é um pilar fundamental na banca. Esse efeito (a notícia do TVI) não pode ser escamoteado na resolução do banco", Afirmou Luís Amado, em resposta aos deputados. A notícia da TVI foi considerada fatal para o Banif por Jorge Tomé que defendeu na terça-feira que a corrida aos depósitos criou graves problemas de liquidez ao banco.

A integração do Banif na CGD, admitiu o ex-presidente do conselho de administração, fazia todo o sentido mas era uma hipótese que tinha "constrangimentos" e "impedimentos" que são levantados pelo facto de CGD ser um banco público e ela própria precisar de capital. Luís Amado afirmou que na fase final se falou nessa possibilidade, mas sem nunca ter havido de concreto. "Nunca houve uma decisão concreta relativamente à CGD", afirmou. Mário Centeno, o ministro das Finanças, dois dias após a resolução e a venda dos ativos bons do Banif disse no Parlamento que essa hipótese chegou a ser equacionada mas foi afastada.