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Último presidente do Banif diz que o BdP mudou de atitude após as eleições

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José Carlos Carvalho

Deixou de haver apoio do Banco de Portugal (BdP) ao plano de reestruturação do Banif entre as eleições de 2015 e a tomada de posse do atual Governo, defendeu Jorge Tomé na audição parlamentar de inquérito ao caso Banif

Jorge Tomé diz que a 17 de novembro de 2015 percebeu que a atitude do Banco de Portugal em relação ao plano de reestruturação do Banif tinha mudado e tinha passado a haver uma maior proximidade à Direção-Geral da Concorrência europeia e um afastamento face à liderança executiva do banco. Chama-lhe uma "volte-face" do Banco de Portugal.

Jorge Tomé, que foi o último presidente do Banif, sublinha: "As relações e a tomada de posição do Banco de Portugal assumem um grande protagonismo junto da Direção-Geral da Concorrência nunca antes percepcionada".

Jorge Tomé lembrou, na comissão parlamentar de inquérito sobre a venda do Banif, que o Banco de Portugal havia antes adotado uma postura diferente, apoiando o plano de reestruturação que o Banif tinha apresentado em setembro, propondo um aumento de capital de 250 milhões de euros.

"O Banco de Portugal evidenciou grande entusiasmo e defesa acérrima deste plano de reestruturação, evidenciando que este plano estava em cumprimento com as exigências da DGComp (Direção-geral da Concorrência da Comissão Europeia)", comentou Jorge Tomé.

O volte-face denunciado pelo ex-CEO do Banif ocorreu, segundo Jorge Tomé, no período entre as eleições legislativas de 4 de outubro e a tomada de posse do novo Governo, a 26 de novembro.