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Presidente da Reserva Federal dá empurrão nas bolsas de Nova Iorque

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Depois de uma abertura no vermelho, Wall Street e Nasdaq fecham com ganhos após Janet Yellen afirmar em Nova Iorque que o banco central norte-americano vai “proceder com cautela”. Novo aumento das taxas de juro adiado para setembro, segundo mercado de futuros

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque fecharam esta terça-feira em terreno positivo depois de Janet Yellen, a presidente da Reserva Federal (Fed), ter declarado a meio da manhã (hora local) que o banco central procederá com cautela quanto a novos aumentos das taxas de juro.

Depois de uma abertura no vermelho, com uma quebra de 0,3% nos dois principais índices de Wall Street e no Nasdaq (a bolsa das tecnológicas), o Dow Jones 30 acabou por fechar esta terça-feira com um ganho de 0,56%, o S&P 500 avançou 0,93% e o índice Nasdaq subiu 1,67%. O índice MSCI para os Estados Unidos fechou a ganhar 0,91%. Na sessão de segunda-feira, quando as bolsas de Nova Iorque reabriram depois de um feriado na sexta-feira anterior, aquele índice encerrou a subir ligeiramente 0,05%.

Fruto da subida dos índices MSCI nos EUA e na Europa, o índice MSCI mundial registou esta terça-feira um ganho de 0,48%, apesar da Ásia Pacífico ter encerrado a perder 0,28%.

Riscos que exigem cautela

Yellen afirmou hoje, numa conferência organizada pelo Clube Económico do Nova Iorque, intitulada “The Outlook, Uncertainty, and Monetary Policiy”, que “os desenvolvimentos globais e os riscos levaram os decisores [de política monetária] a projetarem um caminho mais lento quanto à subida das taxas de juro do que o inicialmente previsto em dezembro [na reunião da Fed de 15 e 16 de dezembro de 2015, quando decidiu subir em 25 pontos base a taxa de juros de referência que abandonou o patamar dos 0%]”. Os três riscos principais apontados pela economista abrangem a volatilidade do preço do petróleo (que, depois, de ter subido 57% entre 20 de janeiro e 18 de março, tem estado em trajetória descendente); a incerteza sobre o grau de abrandamento da economia chinesa; e a evolução da inflação, com a pressão para a desinflação (descida da taxa de inflação) nos preços do consumidor e a deflação nos preços industriais.

Fruto destas declarações as probabilidades de um novo aumento das taxas de juro alteraram-se no mercado de futuros. Na segunda-feira, uma probabilidade superior a 50% registava-se para a reunião de 27 de julho; após, as declarações da presidente da Fed, uma probabilidade de 50% passou a verificar-se para a reunião de 21 de setembro. Segundo o mercado de futuros das taxas de juro do banco central, parece estar posta de lado a possibilidade de haver uma subida das taxas de juro já na próxima reunião de 27 de abril, aventada por Dennis Lockhart, o presidente da Reserva Federal de Atlanta, um dos bancos regionais do sistema da Fed.

Europa fecha com ganhos, exceto Londres, e bancos dominam perdas em Lisboa

As principais bolsas europeias abriram a sessão de terça-feira em terreno “misto”, com Paris e Amesterdão registando ganhos e Milão, Frankfurt e Londres com perdas. No entanto, a sessão europeia fechou em terreno positivo, com exceção de Londres, onde o índice FTSE 100 recuou ligeiramente 0,01%. O índice MSCI para a Europa fechou a ganhar 0,13%.

Foi a primeira sessão na Europa depois de feriados na sexta-feira e segunda-feira. As maiores subidas registaram-se nas bolsas de Atenas, onde o índice geral avançou quase 2%, e em Dublin, onde o índice ISEQ subiu 1,14%.

A contracorrente, a bolsa de Lisboa, onde o índice PSI 20 fechou a perder 1,03%, fortemente pressionado pelas quedas superiores a 6% nas ações de dois bancos, o BCP e o BPI.