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Ex-presidente do Banif diz que viabilidade do banco “nunca esteve em causa”

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No Parlamento Joaquim Marques dos Santos classificou como “inevitável” a recapitalização do Banif entre 2011 e 2012, mas garante que os problemas do banco eram apenas transitórios

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O antigo presidente do Banif Joaquim Marques dos Santos declarou na comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Banif que “a viabilidade do banco nunca esteve em causa”, apesar do reconhecimento de necessidades de recapitalização em 2011 e 2012.

Marques dos Santos admitiu na CPI, esta terça-feira, que “com o corte de rácios a recapitalização era inevitável”, mas disse também aos deputados considerar que esse problema era transitório.

Em 2011 foram identificadas necessidades de recapitalização superiores a 400 milhões de euros, mas em 2012 o Banif acabaria por receber apoios do Estado de 1100 milhões, que levaram o banco a ficar sob controlo público até 2015, quando foi vendido ao Santander.

Sobre o envolvimento do Banif nos financiamentos do Banco Central Europeu, Joaquim Marques dos Santos referiu que “o Banif recorreu às linhas de crédito do BCE, tal como outros bancos recorreram, mas para recorrer a essas linhas era preciso ter ativos elegíveis”.

Questionado pelo deputado comunista Miguel Tiago sobre se era normal um banco com um dos piores rácios de capital do país distribuir dividendos, o antigo presidente do Banif comentou que se o banco apresentava lucros o natural era pagar aos acionistas. “O banco não estava falido”, enfatizou Marques dos Santos.

Miguel Tiago também questionou o antigo gestor sobre o peso dos créditos na ilha da Madeira e empréstimos dentro do grupo nas imparidades do Banif. Joaquim Marques dos Santos disse não ter números precisos, mas notou que na holding Rentipar não havia situações de incumprimento e que na Madeira os incumprimentos não eram significativos. "A administração desencorajou as operações de crédito imobiliário na Madeira a partir de 2008", sublinhou o antigo presidente do Banif.