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Colapso do BES teve um impacto de 119 milhões no Banif e ajudou à resolução, diz Tomé

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Jorge Tomé, o último presidente do Banif, assegura que o colapso do BES teve um “impacto negativo” sobre o Banif e um peso nas contas de 119 milhões de euros, o que o impediu de devolver parte dos CoCos ao Estado e ajudou a que se aplicasse uma resolução do banco

O ex-presidente do banco fundado por Horácio Roque diz que a queda do BES, em agosto de 2014, teve um "impacto muito negativo" na reestruturação do Banif, que foi apanhado numa "operação cruzada" de 119 milhões de euros. Tratou-se de um crédito concedido a uma empresa do Grupo Espírito Santo (GES) pouco antes de agosto desse ano, ou seja, pouco tempo antes de o grupo colapsar.

O impacto dos 119 milhões de euros de créditos ao BES, que obrigaram à constituição de imparidades, impediram o Banif de devolver ao Estado parte das obrigações convertíveis, os chamados CoCos. Estava previsto pagar mais 25 milhões de euros, frisou.

Jorge Tomé diz também que o implodir do BES também contribuiu para que houvesse uma resolução no Banif no final de 2015.