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Bolsas reabrem na Europa em alta, mas Lisboa está no vermelho

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Depois de dois feriados, as bolsas das principais bolsas da União Europeia abrem esta terça-feira com ganhos. O índice PSI 20, em Lisboa, está em terreno negativo, com BCP, BPI e Montepio a liderarem quedas. Preço do barril de petróleo de Brent mantem-se acima de 40 dólares, mas regista trajetória de descida

Jorge Nascimento Rodrigues

As principais bolsas na União Europeia abriram esta terça-feira em terreno positivo depois de dois feriados. Os principais índices das praças de Paris, Madrid e Milão registam subidas acima de 1% dez minutos depois de abrirem, liderando o movimento de alta. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) ganha mais de 1%.

Em Lisboa, o índice PSI 20 abriu em terreno negativo com as ações do BCP, BPI e Montepio a liderarem as quedas. As ações do BCP já estiveram a cair mais de 5% e as do BCP mais de 4%.

O preço do barril de petróleo de Brent – a variedade europeia de referência internacional – abriu a sessão europeia acima de 40 dólares, mas regista uma trajetória descendente.

A maioria das principais bolsas asiáticas fechou esta terça-feira em terreno negativo na primeira sessão da semana em que estão todas abertas, depois de dois feriados em Hong Kong e Austrália. O índice australiano ASX 200 liderou as quedas perdendo 1,57%, seguido do índice chinês CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas, de Xangai e Shenzhen) que recuou 1,1%. Em Tóquio, a terceira bolsa mais importante do mundo, o índice Nikkei 225 perdeu 0,18% e o TOPIX recuou 0,31%. Fecharam com ganhos o índice Hang Seng de Hong Kong, que avançou ligeiramente 0,07%, e o KOSPI da bolsa de Seul que subiu 0,62%.

Na segunda-feira, as bolsas mundiais, que estiveram abertas, perderam 0,23%, segundo o índice mundial MSCI, com as bolsas de Nova Iorque a recuarem 0,05%. Wall Street e o Nasdaq, a bolsa das tecnológicas, reabriram na segunda-feira depois de um feriado. Os mercados financeiros em Nova Iorque aguardam a intervenção da presidente da Reserva Federal (Fed) no Clube dos Economistas de Nova Iorque que se realizará esta terça-feira. A Fed volta a reunir a 27 de abril e a especulação sobre um novo aumento das taxas de juro continua, apesar dos mercados de futuros só apontarem para uma probabilidade acima de 50% na reunião de julho.

O preço do barril de Brent, depois de um máximo do ano no dia 18 de março subindo para 42,54 dólares durante a sessão, entrou em trajetória descendente, mas mantem-se acima de 40 dólares desde 16 de março. Desde o mínimo de 27,10 dólares no ciclo descendente do preço do petróleo iniciado em junho de 2014, registado a 20 de janeiro de 2016, o preço do Brent subiu 57% até 18 de março.

Esta subida do preço do petróleo foi alimentada pela expetativa de um acordo entre o cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e a Rússia para o congelamento dos níveis de produção. A reunião para firmar esse acordo está agendada para 17 de abril em Doha, no Qatar, mas não deverão estar presentes nem o Irão nem a Líbia. Os analistas do Commerzbank já consideraram uma “farsa” o que se está a passar no mercado petrolífero.