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Isabel dos Santos e Caixabank voltam a negociar posições no BPI

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A empresária angolana e o banco espanhol irão regressar à mesa das negociações sobre as suas participações no BPI, avança esta segunda-feira o "Jornal de Negócios"

Os dois maiores acionistas do Banco Português de Investimento (BPI) vão voltar à mesa das negociações para encontrar uma solução para o banco, apesar do anúncio do Caixabank da não obtenção de um acordo entre as partes.

Segundo a edição desta segunda-feira do "Jornal de Negócios", uma fonte próxima da Santoro Finance, a empresa através da qual Isabel dos Santos detém 18,6% do BPI, diz que "o assunto vai ser resolvido".

De acordo com o jornal, o anúncio feito na quinta-feira pelo Caixabank (que detém 44% do BPI) serviu para o banco espanhol marcar a sua posição de quais os limites que, nas negociações com a Santoro, não está disponível para ultrapassar.

Por outro lado, a empresa de Isabel dos Santos mostrou que tem abertura para rever alguns dos termos da negociação com o Caixabank, de modo a viabilizar o acordo que, em linhas gerais, prevê a saída da Santoro do capital do BPI e a venda, pelo BPI, da sua participação no banco angolano BFA.

Com a venda da participação da Santoro no BPI ao Caixabank, o banco espanhol passaria a deter mais de 62% do BPI, sendo obrigado a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o restante capital do banco português. Ao passar a controlar o BPI, o Caixabank tomará então a decisão de vender a Isabel dos Santos os 50,1% que o BPI tem no BFA.

Esta solução resolveria as exigências do Banco Central Europeu de que o BPI reduza a sua exposição ao mercado angolano. Recorde-se que a partir de 10 de abril, se o BPI não tiver este dossiê resolvido, fica sujeito a uma multa diária de até 162 mil euros.