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Internet. 60% dos utilizadores têm velocidade acima dos 30 megas

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Mais de 5,5 milhões de pessoas utilizaram Internet móvel o ano passado, consumindo 1,25 GB por mês, mostra estudo da Anacom

André Rosa

Quase três milhões de clientes tinham banda larga fixa em 2015, 60% dos quais com uma velocidade de tráfego de dados acima dos 30 megas (Mbps). A maioria (96,2%) subscreveu o serviço de Internet de banda larga fixa através de um pacote de serviços das operadoras, revela um estudo da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Em 2015, o número de pessoas com banda larga fixa em casa aumentou para 2,99 milhões, um crescimento de 9,5%, superior ao ritmo médio de crescimento anual dos últimos cinco anos, que foi de 8,5%. Além de 60% dos clientes ter "velocidades de download teóricas acima dos 30 Mbps", outros 30% tiveram acessos com velocidades de 100 megas ou mais.

MEO lidera e banda larga móvel dispara

A maioria dos clientes com Internet de banda larga fixa instalou-a com base na subscrição de um pacote de serviços das operadoras. Segundo a Anacom, no final de 2015 a MEO tinha 44% dos clientes de banda larga fixa, a NOS tinha 36,4% e a Vodafone 14,8%. Esta foi a que mais cresceu (3,5%), a par da NOS, que também subiu. O Grupo Apax (que detém a Cabovisão e a ONI) acabou com 4,4% dos clientes, contra os 5,5% que tinha em 2014.

Nos tipos de ligação, a fibra ótica foi a que mais cresceu e contribuiu para os acessos totais, e as redes de cabo passaram o ADSL como principal meio de acesso à Internet em local fixo.

Quanto à Internet móvel, o número de utilizadores efetivos ultrapassou os 5,5 milhões em 2015 (mais 8,2% do que no ano anterior), apesar de ter descido no segmento tablet e PC. O crescimento de utilizadores de smartphones e de Internet no telemóvel "mais do que compensou essa queda", sendo que cada pessoa consumiu, em média, 1,25 GB por mês, "o valor mais alto registado até agora".

A Anacom acrescenta que a MEO tinha 43,9% dos clientes de banda larga móvel, à frente da NOS, que com 28,4% ultrapassou a Vodafone (com 27,4%), no último trimestre do ano.