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CaixaBank e Isabel dos Santos não chegam a acordo no BPI

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NEGOCIAÇÃO. Isabel dos Santos e o presidente do Caixabank, Gonzalo Cortazar

FOTOS RUI DUARTE SILVA E REUTERS

Banco espanhol anunciou rutura das negociações para resolver o problema de excesso de exposição a Angola

O CaixaBank, maior acionista do BPI, com 44,1%, anunciou esta sexta-feira ao final da tarde que não chegou a acordo com a empresária angolana Isabel dos Santos, detentora de 18,6% do capital.

Em comunicado enviado ao regulador da bolsa espanhola (CNMV), o banco espanhol disse que "não se conseguiu reunir as condições necessárias para alcançar um acordo com a Santoro Finance". Estava em cima da mesa a hipótese de a investidora angolana, através da Santoro, vender a posição que tem no BPI e ficar com a posição que não controla no Banco Fomento Angola (onde o BPI tem 50,1%, estando os restantes 49,9% nas mãos da Unitel, controlada por Isabel dos Santos).

No comunicado, o Caixabank diz que "espera continuar a colaborar e a apoiar o BPI para encontrar uma solução para a situação de excesso de concentração de riscos devido à sua participação de controlo no BFA".

A rutura acaba por ser surpreendente na medida em que o acordo entre as duas partes estava praticamente concluído.

O BPI tem até dia 10 de abril para reduzir a sua exposição a Angola, por imposição do Banco Central Europeu. A rutura entre os seus dois maiores acionistas vem tornar o cumprimento desse prazo praticamente impossível.

Deste acordo decorria também a hipótese de Isabel dos Santos tomar uma participação acionista no BCP.

As ações do BPI fecharam esta sexta-feira nos 1,291 euros, a perder 0,69%.