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Teixeira Duarte lucra 33,7 milhões em 2015. Uma queda para metade

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Em 2015, a Teixeira Duarte faturou 1,4 mil milhões de euros e sofreu com a crise angolana e a política cambial na Venezuela

A Teixeira Duarte (TD) fechou o exercício de 2016 com lucros de 33,7 milhões de euros, uma redução para metade face a 2014. A faturação do grupo registou uma redução menor (13%), ficando nos 1,4 mil milhões.

Os principais indicadores sofreram uma evolução desfavorável. A exploração operacional (EBITDA) libertou 213 milhões de euros, uma quebra homóloga de 10%.

Os sectores com pior desempenho operacional foram o da construção (-56%) e automóvel (-33%).

Angola e Brasil em queda, Moçambique em alta

A TD faz no exterior 84% do seu negócio e, em 2015, não escapou ilesa das crises que assolaram os mercados de Angola, Venezuela e Brasil.

Em Angola, o seu principal mercado, a faturação caiu 15% para 682 milhões enquanto o contributo da Venezuela tornou-se irrelevante (26 milhões face aos 285 milhões em 2014), sofrendo duramente com a adoção da nova taxa de câmbio. No Brasil, a receita caiu 25%, para 144 milhões.

Em contrapartida, os negócios correram bem na Argélia e Moçambique, com subidas acentuadas da receita. Moçambique triplicou, contribuindo com 194 milhões e tornou-se o terceiro maior mercado. Na Argélia a subida foi de 27%, ficando perto dos 100 milhões de euros.

Em Portugal, a TD manteve a receita de 2014 (220 milhões), apesar de ter alienado três empresas (entre as quais a distribuidora de combustíveis Petrin) que no conjunto faturavam 50 milhões.

Energia e automóvel em perda

Por negócios, verifica-se que as maiores quedas registaram-se no sector da energia (-72%), automóvel (-39%) e construção (-15%).

Na construção, o grupo faturou 656 milhões, com um peso de 48% na receita global. Em Portugal, a produção aumentou, à boleia da obra do túnel do Marão em fase de conclusão. A carteira atual de obras da TD está nos 2,3 mil milhões.

Os negócios das concessões e da distribuição foram os únicos que registaram uma evolução favorável, com crescimentos de 14% e 7%, respetivamente

No comunicado em que dá conta dos resultados de 2015, a TD cita alguns fatores que explicam a evolução desfavorável, como as diferenças cambiais (uma redução de 11 milhões face a 2014) ou o efeito das perdas por causa da participação no BCP (8 milhões). No capítulo das imparidades, a TD cita ainda a associada C+PA -Cimentos que forçou à constituição de provisões de 6,7 milhões.