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Portway avança com despedimento coletivo de 257 trabalhadores

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Tiago Miranda

A Portway vai avançar com o despedimento coletivo de 257 trabalhadores, na sequência do fim da prestação de serviços de 'handling' (assistência nos aeroportos) à companhia aérea Ryanair em Faro, Lisboa e Porto

Em conferência de imprensa esta quarta-feira, o presidente da Portway, Jorge Ponce de Leão, disse que será dada aos trabalhadores a possibilidade de continuarem a trabalhar na empresa mas em regime de tempo parcial e que foi ainda firmado um acordo com a Ryanair para que esses funcionários tenham prioridade na entrada na companhia irlandesa.

Segundo o responsável, com o fim da prestação de serviços de assistência aos voos por parte da Portway à Ryanair, que representava cerca de 30% da atividade daquela empresa detida pela ANA - Aeroportos de Portugal, foi estimada a necessidade de suprimir 210 postos de trabalho. A empresa considera como posto de trabalho um horário laboral completo, o que faz com que os 257 trabalhadores a tempo inteiro e tempo parcial correspondam a 210 postos de trabalho, uma vez que há muitos funcionários com contratos parciais.

Ponce de Leão afirmou que, caso alguns dos trabalhadores alvo do despedimento coletivo aceitem ficar na Portway com contratos parciais, o número de postos de trabalho suprimidos será menor.
De momento, a empresa estima que dos 257 trabalhadores que irão receber a carta de despedimento 94 aceitem ficar a tempo parcial, sendo efetivamente alvo de despedimento 163.

Os trabalhadores abrangidos por este processo são aqueles com maior remuneração e há mais tempo na empresa, com o presidente da Portway a justificar a opção por deste modo conseguir assegurar a sustentabilidade da empresa, quer financeira, quer em número de funcionários.

"Não podíamos pôr em risco a sustentabilidade de uma empresa com mais de dois mil trabalhadores e o processo foi desenhado por forma a - num processo que era inevitável - reduzir o número de pessoas afetadas e a garantir um rendimento disponível mais ou menos semelhante", afirmou.

Segundo a Portway, no aeroporto de Faro estão em causa 26 trabalhadores a tempo inteiro e 28 a tempo parcial (40 postos de trabalho), em Lisboa 61 a tempo inteiro e 20 parcial (71 postos de trabalho) e no Porto 76 a tempo inteiro e 46 trabalhadores a tempo parcial (99 postos de trabalho parcial).


A Portway vai deixar de prestar serviços à Ryanair no final de março no aeroporto de Faro, em junho no do Porto e em outubro no aeroporto de Lisboa.