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Portugal coloca €1000 milhões pagando juros mais baixos

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O Tesouro português emitiu esta quarta-feira 1007 milhões de euros em obrigações a cinco e 15 anos pagando uma taxa de remuneração média inferior à registada nas emissões similares anteriores em 9 de março passado e em setembro de 2014

Jorge Nascimento Rodrigues

Portugal regressou esta quarta-feira ao mercado de dívida colocando 1007 milhões de euros através de dois leilões de obrigações vencendo em abril de 2021 e fevereiro de 2030 pagando taxas médias de remuneração inferiores às registadas em operações similares anteriores.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) reabriu as linhas de Obrigações do Tesouro (OT) que servem atualmente de referência a cinco e 15 anos colocando 504 milhões de euros e 503 milhões de euros respetivamente.

No leilão da OT que vence em 2021, o IGCP pagou uma taxa média de 1,84% inferior a 2,03% paga no leilão anterior realizado em 9 de março passado. A procura foi 1,76 vezes superior ao valor emitido, uma procura inclusive superior à registada no leilão de 9 de março. A taxa de 1,84% ficou acima das yields registadas no mercado secundário à hora do leilão que se situavam em 1,6%.

No leilão da OT que vence em 2030, o Tesouro pagou 3,36%, uma taxa média inferior à observada aquando da emissão sindicada de lançamento desta linha de OT realizada em setembro de 2014, quando pagou uma taxa média de 3,923%. A procura foi de 1,61 vezes o valor emitido. A taxa de 3,36% foi similar à observada nas yields no mercado secundário à mesma hora do leilão.

40% do financiamento de médio e longo prazo necessário executado

Com estes dois leilões, o Tesouro português fechou as emissões obrigacionistas do primeiro trimestre de 2016, tendo colocado 2,2 mil milhões de euros em leilões de OT a 5, 10 e 15 anos e 4 mil milhões de euros numa operação sindicada a 14 de janeiro em que lançou uma nova linha de OT com vencimento em 2026 e que serve atualmente de nova referência a 10 anos. O IGCP emitiu ainda 1,8 mil milhões de euros em dívida a 10 anos no âmbito das Medium Term Notes.

Os 8 mil milhões de euros emitidos no primeiro trimestre representam 40% das necessidades de financiamento de médio e longo prazo previstas para 2016, segundo a apresentação realizada pelo IGCP aos investidores internacionais em fevereiro passado. No período homólogo de 2015, o Tesouro havia colocado 5,25 mil milhões de euros, o que, então, representou 26% do financiamento de médio e longo prazo realizado em 2015 que somou 20,2 mil milhões de euros.

Esta quarta-feira, o Tesouro alemão também regressou ao mercado obrigacionista colocando dívida a 30 anos num montante de mil milhões de euros tendo pago uma taxa média de 0,94%, superior a 0,77% registada na operação similar anterior.