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Mercados reagem a ataques em Bruxelas

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As Bolsas europeias seguem em queda e as empresas ligadas ao turismo, viagens e lazer estão entre as mais castigadas. Os investidores refugiam-se em ativos de menor risco.

As Bolsas europeias seguem em queda nesta terça-feira depois dos ataque em Bruxelas que levaram os investidores a sair de ativos de maior risco e a refugiarem-se noutros mais seguros, como a dívida soberana alemã.

Os investidores tomam ainda refúgio no ouro e na moeda nipónica.

O índice STOXX Europe 600 perde 0,85% (12H45), com o índice de referência do setor de lazer e viagens a cair mais de 2%.

"Os ataques afetam, sobretudo, a indústria do lazer, turismo e viagens e não de uma forma uniforme. As seguradoras seguem em queda mas em linha com o mercado", diz João Queiroz, diretor de negociação da GoBulling.

Em Lisboa, o índice PSI-20 desliza 0,36% com as unidades de participação do Montepio a liderar as perdas (-5,8%), seguido da Mota-Engil (-3,8%) e da Galp Energia (-1,5%).

Mas o foco na praça portuguesa está nas ações do Banco BPI, cuja negociação foi suspensa esta terça-feira antes da abertura da Bolsa por determinação do regulador, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A suspensão mantém-se "até à divulgação de informação relevante pelo emitente", refere o comunicado da CMVM.

Os principais acionistas do BPI, CaixaBank e Isabel dos Santos, têm estado a tentar chegar a um acordo para resolver a questão da exposição do banco a Angola, através do BFA, que poderá levar à saída da empresária angolana do capital do BPI.