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Costa sobre Isabel dos Santos: “Era o que faltava haver discriminação do investimento em razão da nacionalidade”

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HOMEM DE GOUVEIA / Lusa

António Costa não adianta detalhes sobre eventuais negociações com Isabel dos Santos e prefere falar da necessidade de estabilizar o sistema financeiro

Marta Caires

Jornalista

"Era o que faltava haver discriminação do investimento em razão da nacionalidade". António Costa falava de Isabel dos Santos e não se referiu aos investimentos da empresária angolana na banca portuguesa, mas deixou claro que o mais importante é que Portugal tenha um sistema financeiro estabilizado. "E para isso é necessária a entrada direta de capital estrangeiro, seja espanhol, angolano, americano ou alemão"

Falando esta tarde no Funchal, no final de uma conferência de imprensa conjunta com o presidente do Governo Regional da Madeira, o primeiro-ministro insistiu que Portugal precisa de estabilizar o seu sistema financeiro, porque só assim se poderá pensar numa efetiva recuperação da economia. O importante é prevenir situações como a do Banif, o caso que lembrou por estar na Madeira, onde o banco tinha muita implantação no mercado.

Costa lembrou, a propósito, o que o anterior Presidente da República disse na tomada de posse deste Governo: a missão mais espinhosa era estabilizar o sistema financeiro. É isso que, diz, a sua equipa tem tentado fazer.

O primeiro-ministro não adiantou mais pormenores sobre a questão, nem sequer se referiu a Isabel dos Santos em concreto, e ao BPI e ao BCP. António Costa deixou claro apenas que todos investimentos serão bem recebidos, pois são essenciais à economia.

  • As oito perguntas de Passos a Costa: “com que base legal” é que o PM intervém na banca?

    Em causa a manchete do Expresso de sábado: “Costa dá luz verde a Isabel dos Santos no BCP”. Perguntas chegam esta segunda-feira através de uma carta de deputados do PSD, à qual o Expresso teve acesso. Sociais-democratas questionam a "indevida interferência [do Governo] no funcionamento da economia de mercado", as parecenças com o modelo de Sócrates e o risco de "subordinação" das empresas a "outros interesses". Questiona-se a legalidade do procedimento e o facto de Costa o ter ocultado do Parlamento