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Transportadoras suspendem marcha lenta contra aumento dos combustíveis

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Protesto da ANTRAM marcado para quarta-feira foi suspenso após alargamento da reunião de dia 30 com o ministro adjunto, Eduardo Cabrita, e os ministros das Finanças, Economia e Ambiente

André Rosa

Foi suspenso o protesto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) marcado para esta quarta-feira, 23, com a participação de 15 mil camiões de mais de duas mil empresas. A notícia surge depois de a reunião de dia 30 de março, com o Executivo ter sido alargada aos ministérios das Finanças, Economia e Ambiente e respetivas secretarias de Estado.

A ANTRAM contesta o aumento do preço dos combustíveis decretado no Orçamento do Estado para 2016, "que compromete a competitividade do sector e, consequentemente, a sobrevivência das empresas e a manutenção dos postos de trabalho".

Face à reunião agendada para o fim do mês, já havia anunciado em comunicado que antecipava que "a justificação apontada [para o aumento dos combustíveis] se mantenha e que reside no facto do preço do petróleo estar atualmente em baixa".

A ANTRAM defende que a baixa do preço do petróleo "se reflete em todos os países" e que "se em Portugal a carga fiscal for superior, as empresas portuguesas deste sector terão necessariamente um custo de produção superior aos demais concorrentes europeus". Segundo a associação, 80% dos camiões portugueses já abastecem os depósitos em Espanha, e "apenas 10% o fazem em Portugal, seguidos de França e Alemanha", com 5% cada.

A ANTRAM recordou que já rejeitou a proposta de uma majoração do custo com o combustível em 20% (em sede de IRC) proposta pelo Governo, "porque nos termos apresentados não permite atingir o valor que as empresas terão que suportar com o aumento do ISP".