Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Novo Banco acelera saídas

  • 333

nuno botelho

Banco quer ter processo finalizado até quarta-feira. Sindicatos acompanham e trabalhadores contestam o processo

Numa carta enviada aos trabalhadores na segunda-feira, a administração do Novo Banco diz que os processos de rescisão são “uma medida necessária e inadiável para a viabilidade empresarial do grupo” e coloca o pé no acelerador. Em dois dias (15 e 16 de março) já chamou mais de 400 trabalhadores que terão de responder à proposta de rescisão até quarta-feira. Na carta é dito que o processo de rescisões “passou por uma identificação dos postos abrangidos” por parte da gestão, dos recursos humanos e cada uma das direções, “com base em critérios ligados à sensibilidade do grupo, simplificação da estrutura e ajustamento à redução ou extinção de atividade nalgumas áreas”.

A gestão não exclui a possibilidade de avançar para um despedimento coletivo caso não consiga negociar a saída dos 400 trabalhadores que, diz, estar “obrigada a dispensar”, de forma a prefazer as 1000 saídas em 2016. “As pessoas sentiam-se ovelhas a ser chamadas para um matadouro”, disse Rute Pires, da Comissão Nacional de Trabalhadores do banco, à Lusa.

O PCP quer chamar o Fundo de Resolução e o CDS, o Banco de Portugal. O presidente do banco pediu um adiamento da sua audição no Parlamento.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) e o dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), dizem estar a fazer todos os esforços para evitar um despedimento coletivo. Paulo Marcos, presidente do SNQTB, acredita que “ainda há margem para avançar com mais reformas antecipadas”. E diz que se bateu para que o processo fosse feito através de um programa de saídas voluntárias, ao qual a gestão do banco não foi sensível.

O sindicato “está a prestar apoio jurídico e psicológico aos trabalhadores contactados”, diz. Já Rui Riso, do SBSI, espera que “impere o bom senso perante casos sociais mais sensíveis”. Segundo os sindicatos, está garantida a manutenção das condições do crédito à habitação, assim como o sistema de saúde para quem aceitar sair.