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€31,6 mil milhões para Portugal

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Hélder Oliveira

A nova versão do programa do BCE representa quase mais €500 milhões por mês para dívida nacional

O Banco Central Europeu (BCE) voltou a abrir a torneira da liquidez. Foi a segunda vez que o fez desde que arrancou com o programa de compra de ativos (conhecido como QE, de quantitative easing no inglês) em março do ano passado. Quando foi anunciado pelo presidente Mario Draghi, em janeiro de 2015, estava previsto que durasse 18 meses até setembro deste ano. Desde, claro, que estivesse a resultar. E não estava. Em dezembro, Draghi estendeu o programa por mais um semestre até março de 2017. Foi um salto que engordou o QE total de €1,1 biliões para 1,4 biliões. Agora, no segundo reforço decidido na semana passada, o prazo manteve-se mas o ritmo de compras mensais subiu de €60 mil milhões para €80 mil milhões. É um novo salto de €240 mil milhões para €1,7 biliões.


Portugal terá direito a compras adicionais na ordem dos €5,2 mil milhões, quase €500 milhões por mês. O que leva o total de compras em março de 2017 até um nível próximo dos €32 mil milhões. Não existe um número oficial do BCE sobre o montante de compras por país, mas as regras em vigor apontam para valores desta dimensão, segundo cálculos do Expresso. As compras de dívida pública nacional correm a um ritmo mensal na ordem de €1,1 mil milhões e agora podem aumentar em mais €500 milhões mensais. Este total pode, no entanto, não ser dirigido exclusivamente a dívida pública, já que o BCE decidiu alargar a dívida de empresas não financeiras com rating mínimo de investimento — o que exclui ativos classificados como ‘lixo’ — para poder ter um leque suficientemente alargado de títulos para comprar.


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