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Lucros da Sonae aproximam-se dos 500 mil euros por dia

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Ângelo Paupério, co-presidente executivo do grupo, e Paulo Azevedo, CEO da Sonae

LUCILIA MONTEIRO

As vendas do grupo passaram a barreira dos 5 mil milhões de euros e os lucros cresceram 21,9%, para os 175 milhões, com o investimento a rondar os 821 mil euros /dia

"O ano de 2015 foi globalmente positivo para a Sonae", afirma Ângelo Paupério, co-presidente executivo do grupo, num primeiro comentário aos resultados da Sonae SGPS que fechou o exercício com vendas de 5,014 mil milhões de euros (mais 0,8%) e lucros de 175 milhões (mais 21,9%), o que equivale a uma valor próximo dos 500 mil euros/dia.

De acordo com as informações enviadas pela Sonae SGPS à CMVM, o EBITDA consolidado foi de 393 milhões, com uma margem de 7,8%, o resultado direto cresceu 1,1%. para 128 milhões de euros, e o resultado indireto atingiu os 49 milhões de euros, contra 19 milhões no ano anterior.

O salto mais evidente verificou-se nos resultados líquidos e é atribuído pela administração a um conjunto de fatores, da "manutenção do forte desempenho operacional da NOS", à "qualidade dos ativos da Sonae Sierra e da Sonae RP", ao "esforço do retalho para oferecer a melhor proposta de valor" e "à aposta dos diferentes negócios na sua crescente internacionalização".

Quanto aos investimentos, os números de 2015 chegam aos 300 milhões de euros, o que equivale a uma média diária de 821 mil euros em que cabe crescimento orgânico e aquisições como é o caso das participações da Ulabox (e-commerce), Makenotes (papelaria), Elergone (serviços energéticos) e Losan (moda).

72 países

Presente em 72 países através dos seus diferentes negócios, o grupo liderado por Paulo Azevedo continua a ter na Sonae MC a principal fatia na sua faturação, com vendas de 3,490 mil milhões de euros, precisamente mais 0,8% que no ano anterior, tal como nos números consolidados. Isto, num ano em que a Sonae MC concretizou a abertura de 11 lojas Continente Bom Dia, 2 lojas Continente Modelo e 65 lojas Meu Super, o seu modelo de franquia para o retalho alimentar.A nível internacional, o negócio firmou o seu primeiro acordo internacional de franquia com o Fathima Group, para um hipermercado Continente nos Emirados Árabes Unidos.

No retalho especializado, o volume de negócios da Sonae SR foi de 1,29 mil milhões de euros, mais 0,4%, a refletir o impacto positivo da sua "unidade internacional", designadamente "o desempenho da Worten e da Sport Zone em Espanha".

A Sonae RP, focado no imobiliário de retalho, mantem a política de "monetização dos seus ativos" e. em 2015, concluiu operações de sale & leaseback no valor de 185 milhões de euros, com um ganho de capital avaliado em 40 milhões.

Na unidade de gestão de investimentos, a Sonae IM, o volume de negócios foi de 249 milhões, enquanto o resultado direto da Sonae Sierra, especializada em centros comerciais, cresceu 15,7%, para 61 milhões de euros.

Nas telecomunicações, as receitas operacionais da NOS aumentaram 4,4%, para 1,444 mil milhões.

A dívida líquida da empresa fechou o ano nos 1,293 mil milhões de euros. O grupo refere que este valor representa menos 20 milhões do que no terceiro trimestre de 2015, "apesar do pagamento antecipado do dividendo realizado em dezembro. Excluindo esse pagamento, a redução da dívida face ao final de 2014 teria sido de 30 milhões".

Por tudo isto, Ângelo Paupério sublinha, no comunicado enviado à CMVM, "os progressos alcançados ao longo das principais linhas estratégicas", considerando que "foram relevantes e refere que "os resultados obtidos nos negócios, embora díspares, foram bons".

Sobre a evolução do grupo no ano passado, aponta "uma importante mudança organizacional que permitiu conferir aos diferentes negócios muito maior autonomia e foco estratégico, aumentando também a flexibilidade e agilidade necessárias para fazer face Às cada vez mais frequentes alterações de enquadramento".

  • Margarida Cardoso

    Licenciada em Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, começou a carreira profissional na Agência Lusa. Chegou ao Expresso em 1999. É redatora na secção de Economia.