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Exportação de componentes de automóveis acelera em 2016. Em janeiro foram €584 milhões

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Em janeiro, a indústria de componentes exportou 584 milhões de euros, registando um crescimento homólogo de 15%. As vendas para o Reino Unido disparam

A indústria portuguesa de componentes de automóveis entrou em 2016 a acelerar nas exportações. Em janeiro, as exportações registaram uma subida de homóloga de 15%, atingindo o valor mensal de 584 milhões de euros.

Em 2015, de acordo com os dados da AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, o sector alcançara um novo recorde anual, com uma produção de 8 mil milhões de euros (+5,4%). O negócio exportador representou 84% do total das vendas (6,7 mil milhões) e registou uma subida mais acentuada (6,7%).

Reino Unido dispara

Janeiro aprofunda esta tendência, beneficiando do crescimento de encomendas dos dois principais mercados – Espanha (+14%) e Alemanha (+13%). Na Europa, o desempenho mais fulgurante registou-se no Reino Unido, com uma progressão de 50%, ficando nos 68 milhões de euros.

Com esta evolução, o mercado britânico ameaça o terceiro lugar ocupado pela França (71 milhões de euros). O mercado francês é dos que menos está a crescer em 2016 (+1%).

No conjunto, estes quatro países europeus representam 70% das exportações da indústria de componentes. Nos últimos cinco anos, as exportações para a União Europeia aumentaram 30% e as as vendas para outros destinos cresceram 36%.

Estados Unidos e Ásia em alta

Em janeiro, as exportações para o bloco Nafta (Estados Unidos, Canadá e México) dispararam (18 milhões) com um crescimento de 49%, superando a subida regista no Mercosul (+16% e da Ásia (+25%), impulsionada pela China. A única geografia que registou em janeiro uma redução de vendas foi a do Médio Oriente & África (-11%).

A AFIA realça que a evolução de 2015 e do início de 2016 “revela uma crescente fidelização na relação cliente fornecedor, fundamental para o crescimento sustentado da atividade”, num momento em que a capacidade instalada global “é superior à procura dos construtores”.

A indústria de componentes representa 11% do total de exportações de bens portugueses, valendo o mesmo que o somatório dos sectores têxtil e calçado.