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BPI. Depois do ‘ok’ da Unitel, ainda faltam outras “luzes verdes” de Luanda

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Rui Duarte Silva

O primeiro passo está dado: a angolana Unitel, detentora de 49,5% do Banco de Fomento Angola, já deu “luz verde” ao acordo entre Isabel dos Santos e o grupo espanhol La Caixa no BPI. Mas de Luanda ainda são necessárias outras aprovações: falta o ‘sim’ do Banco Nacional de Angola

A compra da posição de 18,6% que Isabel dos Santos detém no BPI pelo espanhol La Caixa e a venda à empresária angolana da posição de controlo do banco português (49,5%) no Banco de Fomento Angola (BFA) ainda estão longe de estar fechadas. Segundo noticiou esta quarta-feira o Expresso Diário, o conselho de administração da Unitel, que controla 49,5% do BFA já deu deu luz verde ao negócio. No entanto estas operações implicam mais formalismos.

No caso da concretização da mudança de controlo do BFA, é mesmo exigida a autorização prévia do Banco Nacional de Angola. E até mesmo a compra da posição que a empresária angolana tem no BPI pelo grupo catalão terá de ter suporte legal, pelo que os acionistas do banco português colocam agora as suas expectativas nas mãos de Luanda, sublinha o "Jornal de Negócios", na edição desta quinta-feira.

O caminho ainda é longo, mas a máquina já está em marcha. E, em Angola, o primeiro passo para a concretização do divórcio entre BPI, La Caixa e Isabel dos Santos já foi dado: a angolana Unitel, detentora de 49,5% do BFA, já deu “luz verde” ao acordo entre Isabel dos Santos e o grupo espanhol La Caixa no BPI. Os contornos do negócio foram discutidos na terça-feira em Luanda no conselho de administração da Unitel, operadora móvel angolana presidida por Isabel dos Santos. E tiveram a aprovação da empresa angolana, o segundo maior acionista do BFA.

Os dois maiores acionistas do BPI (o La Caixa detém 44,1% e Isabel dos Santos 18,6%) estão comprometidos em blindar juridicamente o acordo a que chegaram, uma vez que querem garantir ao Banco Central Europeu (BCE) que o compromisso fechado é viável independentemente das formalidades que ainda têm de ser concluídas.

O BCE deu ao BPI até 10 de abril para reduzir a sua exposição ao BFA, caso contrário pagaria uma multa diária de até 162 mil euros. Até ao prazo estipulado, não haverá tempo para concluir todos os procedimentos necessários para a concretização do acordo.

Apenas depois de todos os formalismos e aprovações estarem fechadas é que o La Caixa e Isabel dos Santos anunciarão o preço desta operação. Na quarta-feira, analistas da Haitong (antigo BESI) admitiam que o preço máximo que oferecido pelo grupo La Caixa a Isabel dos Santos será 1,329 euros por ação.