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Carris pode passar para as mãos da Câmara de Lisboa

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Tiago Miranda

Governo está a trabalhar no cenário de passar a propriedade da Carris para o domínio do município, cumprindo uma “aspiração antiga” da autarquia

O secretário de Estado Adjunto e do Ambiente José Mendes afirma, em entrevista à “Transportes em Revista”, que o Governo está a trabalhar num cenário que consiste na eventual “passagem da propriedade da empresa Carris para a Câmara Municipal de Lisboa porque opera essencialmente no concelho de Lisboa”, adiantando que essa é uma “aspiração antiga” da autarquia, como já sucedeu no passado.

Recorde-se que uma das medidas do acordo à esquerda, alcançado em novembro do ano passado, pressupunha o reforço das competências das autarquias locais na área dos transportes, o que implicaria a anulação das concessões e privatizações dos transportes coletivos de Lisboa e Porto que estavam em curso. O programa do PS sublinhava a importância de um sistema de transportes públicos, prometendo por isso a reversão das concessões a privados do Metro do Porto e do Serviço de Transportes Coletivos do Porto (STCP), cujas subconcessões foram ganhas pela Transdev e pela Alsa, e da Carris e Metro de Lisboa, que tinham ficado nas mãos da Avanza.

À “Transportes em Revista”, José Mendes adianta que em relação à STCP o Governo está a trabalhar num “cenário diferente”, que se traduz na celebração de um contrato de gestão para um determinado período com os seis municípios onde opera a STCP. O secretário de Estado justifica esta diferença com o facto de a cidade do Porto representar cerca de 60% da operação da STCP e os concelhos limítrofes os restantes 40%, enquanto na capital a Carris opera essencialmente no concelho de Lisboa.

“O objetivo é claramente de aproximar as empresas de transporte rodoviário dos municípios”, afirma José Mendes.