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Novo Banco: 1,2 salários por ano de trabalho para quem rescindir contrato de forma amigável

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nuno botelho

Plano de rescisões é universal e dará acesso ao subsídio de desemprego a todos os aderentes. Em 2014, o BCP pagou 1,6 salários por ano, no seu último plano de rescisões amigáveis

O Novo Banco vai pagar 1,2 salários por ano de antiguidade aos trabalhadores que aceitarem rescindir os seus contratos por acordo mútuo, de acordo com o “Jornal de Negócios” esta terça-feira.

Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, já tinha confirmado ao matutino económico a intenção do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha, de oferecer uma indeminização equivalente “a mais do que um salário por ano” de antiguidade. Agora, já se sabe que o valor ficou fixado nos 1,2 salários por ano de antiguidade, um valor superior ao que é normalmente praticado nos despedimentos colectivos.

Dentro do pacto compensatório, fica ainda assegurada a manutenção do SAMS - Serviços de Assistência Médico-Social - e a garantia de acesso a condições específicas para bancários nos contratos de crédito à habitação.

O pacote indemnizatório a propor no âmbito das rescisões por mútuo acordo será universal e todos trabalhadores que aceitem sair neste processo terão acesso ao subsídio de desemprego.

"As condições de rescisão são melhores do que seriam num despedimento colectivo. O processo de redução de pessoal no Novo Banco ficou muito diferente depois da intervenção dos sindicatos", disse Rui Riso, ao “Negócios”.

Este valor compensatório fica acima do montante da indeminização assegurada num despedimento colectivo, mas ainda muito abaixo dos 1,6 salários oferecidos pelo BCP em 2014, no último plano de rescisões amigáveis lançado por essa instituição bancária.