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Bangladesh. Governador do Banco Central demite-se depois de um ciberataque

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MANDEL NGAN/GETTY

Piratas informáticos roubaram 81 milhões de dólares (73 milhões de euros) das reservas estrangeiras do país.

Foi um ciberataque que embaraçou o Governo do Bangladesh, levou o Ministro das Finanças do país a considerar que a forma como o Banco Central lidou com a situação foi "muito incompetente" e acabou com a demissão do Governador da instituição, Atiur Rahman.

No relato da Agência Bloomberg, Rahaman apresentou hoje a sua demissão ao primeiro-ministro e ainda não se sabe se foi ou não aceite. Já a agência France Press, citada pela Lusa, garante que a demissão foi acordada com o ministro das Finanças. "Elle ligou-me ontem e eu pedi-lhe para se demitir, o que aconteceu hoje", afirma o ministro A.M. A Muhith sobre Rahaman, que deveria reformar-sem agosto e estava na presidência do banco central do Bangladesh desde 2009.

Segundo o ministro das Finanças, o Governandor apenas o informou das perdas um mês depois da ocorrência.

Os piratas informáticos terão tentado roubar mais de 850 milhões de dólares, mas os sistemas de segurança do banco e erros dos próprios na digitação de alguns pedidos de transferência do dinheiro comprometeram a dimensão do assalto.Em causa terão estado falhas como um erro no nome de uma organização não governamental do Sri Lanka que fez soar um alarme.

A verba furtada terá rondado os 101 milhões de dólares, mas as autoridades monetárias conseguiram recuperar 20 milhões.

Depois do assalto, os piradas informáticos transferiram a verba furtada para contas nas Filipinas,onde as autoridades congelaram o dinheiro ma sequência de ordens judiciais, mas peritos em segurança informática citados pela Bloomberg garantem que o Bangladesh poderia ter feito mais para monitorizar as suas contas e detetar atividades suspeitas mais cedo.

" É um choque que um banco central possa ter este tipo de falhas, sendo o regulador. Isso significa que aqueles que ele regula podem não estar bem protegidos", sublinha Victor Keong, da consultora Deloitte Touche Tohmatsu, Lda, em Singapura.

Quanto ao governador Rahman, terá dito que não era "uma pessoa tecnológica".