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Murteira Nabo. BPI pode consolidar-se com o Novo Banco

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O economista defende que o governador do Banco de Portugal não deve demitir-se. E assegura que restruturação da dívida é um problema político, não económico

“Acho que o BPI pode vir a consolidar-se com o Novo Banco.” Eis um cenário poucas vezes pensado.

Para o economista Murteira Nabo a ideia de nacionalizar o Novo Banco é um “disparate”. Por isso, o mais provável, diz, é que este acabe por se consolidar com o BPI. “A sensação que tenho é que Isabel dos Santos vai chegar a acordo com o CaixaBank, para controlar o BPI que, provavelmente, se candidatará ao Novo Banco”, afirma, numa grande entrevista ao “Diário Económico” esta segunda-feira.

Segundo o economista, “o tempo demonstrou que a resolução do BES foi um erro.” Teria sido “mais fácil capitalizar o banco” e ir resolvendo o problema, defende.

Mesmo tendo em conta às críticas que o governador do Banco de Portugal tem sido alvo, Murteira Nabo defende que a posição deste é “inamovível”. “O governador do Banco de Portugal não deve demitir-se”, afirma, lembrando que “não é bom para o sistema haver um clima de desconfiança entre o BdP e o Governo”.

Quanto à ideia de restruturar a dívida, um das principais bandeiras dos partidos à esquerda do PS, o economista pensa que tal “não é adequado”. “A dívida é um problema político e, neste momento, não há condições para Portugal fazer a sua restruturação. Essa questão, defende, tem de ser resolvida a nível europeu”, afirma.

Já relativamente ao suposto plano B do Governo para o Orçamento de Estado, Murteira Nabo diz não acreditar que este existe. “Agora, acho que não existe plano B, mas sim um conjunto de medidas de prevenção para aplicar no caso de as coisas resvalarem.”