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A fatura volta a aumentar: €10 milhões com o caso dos swaps só em assessorias

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Só a Metro de Lisboa assume encargos de 4,1 milhões de euros, em ajustes diretos feitos desde agosto de 2013, revela o “Público”. STCP e Carris ainda não divulgaram o valor das suas despesas

O valor dos gastos do Estado em assessorias com o caso dos swaps ainda não parou de aumentar. Na semana passada, o jornal “Público” noticiou que o valor ia em 5 milhões de euros. Esta segunda-feira, este valor volta a crescer. Só a Metro de Lisboa assume encargos de 4,1 milhões de euros, em ajustes diretos feitos desde agosto de 2013, revela o “Público”. Ao todo, já lá vão quase 10 milhões de euros em assessorias por ajuste direto.

Este valor está repartido pelas quatro empresas de transportes envolvidas no processo judicial, em função dos contratos que subscreveram. A metro do Porto também apresentou uma fatura de 2,9 milhões de euros com um escritório de advogados britânicos, por exemplo.

Uma parte significativa desta despesa foi feita para defender as transportadoras públicas no processo movido pelo Santander em Londres, que o banco acabou por ganhar. Esta fatura pode, então, ainda aumentar mais caso haja recurso da sentença.

As empresas contratadas garantem que as orientações para estes ajustes diretos partiram de Maria Luís Albuquerque, na época secretária de Estado do Tesouro.

A Carris e a STCP, escreve o “Público”, continuam sem cumprir a lei, que obriga a que estas adjudicações sejam dilvulgadas ao público.