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Para onde foi o dinheiro

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Sucesso na aceleração dos pagamentos às empresas esconde vários atrasos, como é o caso dos projetos de investigação e desenvolvimento tecnológico ou os investimentos em Lisboa

Joana Nunes Mateus

Texto

jornalista

Ana Serra

Ana Serra

Infografia

Infografia: Ana Serra

Os mais de €100 milhões de fundos europeus que o Governo conseguiu fazer chegar às empresas em menos de 100 dias de mandato não se espalharam de forma equilibrada pelo país. Pelo contrário, o sucesso do Plano 100 na aceleração dos pagamentos às empresas veio pôr a nu vários bloqueios regionais e sectoriais no aproveitamento do dinheiro de Bruxelas e vários atrasos na rede de entidades que gere o principal instrumento de apoio às exportações e ao emprego no país: os sistemas de incentivos ao investimento empresarial do Portugal 2020.

O ponto da situação é feito à data de 29 de fevereiro de 2016, quando 12387 projetos empresariais já tinham entrado na corrida aos fundos europeus, propondo-se a investir €7,3 mil milhões do norte ao sul do país. Até àquela data, já tinham sido aprovados €845 milhões de incentivos a 4255 projetos, contratualizados €705 milhões a 3023 projetos e pagos €103 milhões a 745 projetos promovidos por empresas e associações empresariais.

Porto esmaga Lisboa

Metade dos pagamentos foi para a região Norte e um terço para a região Centro. Além dos €21 milhões de fundos pagos a projetos de investimento do Porto, destacam-se os pagamentos de €12 milhões a Aveiro, de €11 milhões ao Ave, de €10 milhões a Leiria, de €8 milhões ao Cávado, de €6 milhões ao Alto Minho e de €5 milhões ao Oeste.


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