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Têxtil em alta. Exportações sobem 20 milhões em janeiro

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Lucília Monteiro

As exportações têxteis subiram 5% em janeiro, beneficiando de maiores encomendas da Espanha e Alemanha. E Singapura, também

A indústria têxtil reforçou em janeiro a sua vocação exportadora, vendendo ao exterior 420 milhões de euros. É uma subida homóloga de 5% (20 milhões) representando 11,5% do total exportado pela economia portuguesa.

Por segmentos, verifica-se que negócio dos têxteis-lar é o que mais prospera (+8%), superando o desempenho do vestuario (+6%), o sector que mais peso detém no conjunto da fileira têxtil.

Em janeiro, os fabricantes de vestuário exportaram 268 milhões, um valor que compara com os 252 milhões registados em janeiro de 2015.

Singapura decuplica

Os principais mercados de exportação, todos eles europeus, são os que apresentam uma maior progressão nas vendas. Itália (+17%), Espanha (+13%), Alemanha (+8%) e Países Baixos (+9,8%) registaram as maiores subidas.

Espanha reforçou a sua posição como primeiro mercado (vendas de 138 milhões), seguida pela França (58,4 milhões) e Alemanha (42 milhões).

Mas, na evolução dos mercados a surpresa inesperada veio de Singapura, um mercado com uma dimensão reduzida. Em janeiro, a indústria têxtil exportou para Singapura mais 1,2 milhões de euros, multiplicando por 10 o valor registado em janeiro de 2015.

Já os Estados Unidos, um mercado importante sobretudo nos têxteis-lar registou uma redução em janeiro (-4,4%), permanecendo como o quinto maior cliente da têxtil portuguesa (23,1 milhões).

Exportações a duas velocidades

Esta sexta-feira, o Instituti Nacional de Estatística (INE) revelou que as exportações portugueses de bens registaram uma redução homóloga de 1,5%, atingindo os 3,73 mil milhões de euros. Mas, este somatório resulta de um desempenho a duas velocidades, incorporando duas realidades geográficas distintas.

No espaço da União Europeia (UE) e nos Estados Unidos, as exportações portuguesas seguem em alta. Os principais sectores registam ganhos nos principais mercados, como a Espanha, Alemanha ou França.

No total, as vendas para os países UE cifraram-se em 2,94 mil milhões, uma subida homóloga de 4,5% face aos 2,81 mil milhões de 2015.

O cenário torna-se mais sombrio para os exportadores que operam fora do espaço europeu. As exportações para esses mercados reduziram-se em 19%.

A receita de 792 milhões traduz uma redução de 184 milhões face ao resultado de 2015. Os principais culpados desta redução foram os países com economias dependentes do petróleo ou gás, como Angola, Brasil, Argélia, Rússia ou Venezuela.