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Oi no oitavo nível de lixo. S&P volta a cortar rating

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A operadora brasileira Oi, participada pela portuguesa Pharol, é cada vez mais 'lixo' para as agências de notação. A estrutura de capital é insustentável

No espaço de um mês, a agência de notação Standard & Poor’s (S&P) desceu em quatro níveis a classificação da dívida da Oi, que ficou agora no oitavo nível de 'lixo'.

Há um mês, a S&P cortara o rating da operadora de telecomunicações do primeiro (BB+) para o terceiro nível de 'lixo', depois voltaria a descer a classificação da dívida e esta quinta-feira insistiu na despromoção com novo corte.

No relatório, a agência justifica a medida por não acreditar nas virtudes da estratégia da operadora brasileira para reduzir o endividamento, através de uma eventual troca de dívida com algum nível de desconto.

A S&P salienta a crise financeira em que a empresa vive e manifesta a convicção de que a estratégia “para reduzir o endividamento irá provavelmente passar por uma troca de dívida com algum nível de desconto, dado o elevado nível de alavancagem e os baixos preços do mercado para as obrigações”.

Na sua análise de 15 de fevereiro, a S&P estimava que a Oi apresentasse “crescentes níveis de endividamento, uma vez que os custos mais elevados e as despesas pressionam a sua capacidade de gerar cash flow’ ainda mais do que aquilo que se previa”.

Estrutura de capital insustentável

A Fitch e a Moody’s também já reviram em baixa a notação da Oi, depois da TIM (operadora da Telecom Itália) ter informado que não pretendia aprofundar as negociações para uma fusão dos ativos.

A Moody’s,justificou o recente corte com o “aumento persistente da alavancagem e o consumo de liquidez da empresa, que reduziu a flexibilidade financeira e resultou numa estrutura de capital insustentável”.

A portuguesa Pharol (ex-PT SGPS) detém 27,5% do capital da Oi e que a desistência da TIM relativamente a uma fusão levou a cotada portuguesa a afundar na bolsa de Lisboa nas últimas semanas.

A Pharol fechou a sessão desta quinta-feira a perder 6,37% para 14,7 cêntimos – o que constituiu um novo mínimo histórico. Em 2016, já perdeu 48% do valor, apresentando uma capitalização bolsista de 131 milhões de euros.

  • Abílio Ferreira

    Iniciou a carreira de jornalista no diário Comércio do Porto, em 1977, pelo lado do desporto e depois da política, seguindo para o Semanário e Visão, antes de ancorar no Expresso, em 1995. Pertence à delegação do norte e opera preferencialmente na fileira da economia. Não reclama nada do mundo. Quando chegou, em 1955, o mundo já cá estava.