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OCDE prevê desaceleração da atividade económica em Portugal

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Apesar dos decréscimos de algumas economias indentificados pela OCDE, esta organização prevê a estabilidade para o conjunto da zona euro, mas com diferenças entre os seus membros

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que a atividade económica em Portugal desacelere nos próximos meses, tendo o país registado o segundo maior decréscimo do indicador compósito da zona euro.

Apesar de Portugal ter registado o segundo maior decréscimo do indicador compósito avançado da OCDE entre os países da zona euro em janeiro, o país manteve-se acima do nível 100, que marca a média de longo prazo, foi hoje anunciado.

Na publicação mensal dos indicadores compósitos avançados, a Organização para a OCDE refere que depois da Irlanda, cujo indicador caiu 43 centésimas para 99,93, o indicador de Portugal registou um decréscimo de 19 centésimas para 100,20 em janeiro.

Além da Irlanda e de Portugal, a Holanda, com um decréscimo de 17 centésimas para 99,55, e a Eslovénia, com uma queda de 28 centésimas para 101,32, foram os outros países da zona euro que maiores decréscimos dos indicadores registaram.

Apesar destes decréscimos, a OCDE prevê a estabilidade para o conjunto da zona euro, mas com diferenças entre os seus membros. O indicador da zona euro diminuiu muito ligeiramente (quatro centésimas para 100,55 pontos).

Os indicadores compósitos avançados da OCDE antecipam inflexões do ciclo económico.

Em sentido contrário, na zona euro os indicadores subiram em França (quatro centésimas para 100,93) e, sobretudo, na Estónia (58 centésimas para 104,26) e Grécia (61 centésimas para 102,89).

No relatório, a OCDE também antecipa sinais de desaceleração em alguns dos grandes países da organização como Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

A OCDE explica que também detetou sinais de desaceleração do ritmo do crescimento económico na Alemanha. O indicador mensal para a Alemanha desceu 10 centésimas para 99,77, ou seja pelo quarto mês consecutivo abaixo dos 100 pontos que marca a média de longo prazo.

As descidas dos indicadores compósitos avançados foram ainda mais pronunciados no caso dos Estados Unidos (14 centésimas para 99,45 pontos em janeiro) e do Reino Unido (13 centésimas para 99,06 pontos).

Fora dos países desenvolvidos, as evoluções nos grandes países emergentes foram diversas, mas em nenhum caso foram muito positivas.

O Brasil registou um novo recuo mensal de seis centésimas para 97,74, o segundo menor nível de todos os países analisados, apenas à frente da China, que caiu sete centésimas para 97,61 pontos.

A Rússia registou um decréscimo mensal de 35 centésimas para 98,02 pontos.