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Centeno vai avaliar formas de minimizar impacto dos contratos swap

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MÁRIO CRUZ / Lusa

Ministro das Finanças diz que ainda é cedo para dizer qual o impacto que a validação dos contratos swap com o Santander vai ter no défice de 2016. Em Bruxelas, Mário Centeno recusa falar em mais medidas para compensar a decisão do tribunal de Londres e adianta que vai avaliar formas de minimizar o impacto e acomodar essa questão na execução orçamental

Mário Centeno diz que a validação dos contratos swap assinados entre o Estado e o Santander Totta é uma “uma questão que tem de ser resolvida”, e que o Governo continua a avaliar “as várias opções” para fazer face ao impacto que a decisão do Tribunal de Londres poderá ter nas contas públicas. O impacto no défice poderá ir até 2027, segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental.

“Os contratos swap assinados com o Santander estão sujeitos a uma decisão do tribunal que os considerou válidos. A decisão está a ser avaliada pelo Governo. As várias opções que vamos ter pela frente vão ser todas consideradas e só nesse momento saberemos esse impacto”, disse o ministro das Finanças em Bruxelas, falando aos jornalistas no final de uma reunião com os homólogos da União Europeia.

Mário Centeno recusa para já quantificar um eventual impacto no défice deste ano. Questionado se isso implicaria mais medidas, o ministro das Finanças responde que vai avaliar formas de minimizar a questão.

“Há um conjunto de contingências na execução orçamental que qualquer Governo tem que acomodar. Essa é uma dessas contingências, avaliaremos a forma de minimizar esse impacto e acomodaremos com certeza essas questões na nossa execução orçamental”, responde.