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Bolsa em Lisboa negoceia em baixa com EDP a cair mais de 3%

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Além da EDP, a Semapa e o BCP eram outros dos que mais estavam a cair, designadamente 1,25% para 11,09 euros e 0,77% para 0,0385 euros

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava hoje de manhã em baixa, com a EDP a liderar as perdas, a cair 3,19%.

Cerca das 09:35 em Lisboa, o PSI20, que agora apenas inclui 17 empresas, estava a descer 0,48% para 4.927,83 pontos, com 14 'papéis' a desvalorizarem-se, dois inalterados e apenas um a subir (Altri), depois de ter descido a 11 de fevereiro para 4.460,63 pontos, um mínimo desde julho de 2012.

Os 'papéis' da EDP lideravam as perdas, estando a cair 3,19% para 2,788 euros.

Além da EDP, a Semapa e o BCP eram outros dos que mais estavam a cair, designadamente 1,25% para 11,09 euros e 0,77% para 0,0385 euros.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje em baixa, pendentes da reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) na próxima quinta-feira, da qual os investidores esperam a adoção de novos estímulos monetários.

Em Nova Iorque, Wall Street terminou em alta na sexta-feira, com o Dow Jones a subir 0,37%, para 17.006,77 pontos, depois de ter subido a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

Ao nível cambial, o euro abriu hoje em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,0994 dólares, contra 1,1004 dólares na sexta-feira.

As bolsas europeias estavam em baixa, apesar da subida do preço do petróleo e de, na Ásia, a bolsa de Xangai, principal indicador dos mercados chineses, ter terminado hoje a subir 0,81%, ao contrário da bolsa de Tóquio, onde o Nikkei terminou com uma perda de 0,61%.

Depois do presidente do BCE, Mario Draghi, ter dito na quarta-feira que o Conselho de Governadores vai rever e reconsiderar os atuais estímulos monetários na próxima reunião de 10 de março, os investidores também aguardam as novas projeções macroeconómicas do BCE de crescimento e inflação para a zona euro, que incluem 2018.

Draghi também considerou que esta revisão da política monetária ocorre num contexto em que a incerteza sobre a evolução dos países emergentes, juntamente com a volatilidade nos mercados financeiros e no de matérias-primas, aumentam os riscos do crescimento mundial.

O presidente do BCE reiterou que o BCE está disposto a utilizar todos os instrumentos disponíveis no âmbito da política monetária para impulsionar os preços.

Os mercados preveem que o BCE corte na próxima semana ainda mais a taxa de juro de depósito, que atualmente está em -0,30%, mas não sabem se aumentará o volume de compra de dívida ou aprovar outras medidas.

O barril de petróleo Brent, para entrega em abril, abriu hoje em alta, a cotar-se a 39,31 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 2,8% do que no encerramento da sessão anterior.