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Prospeção em Portugal avança apesar da queda do valor do crude

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Scanpix Denmark / Reuters

Consórcios mantêm interesse no país e a Galp assume até um efeito positivo da crise. A suspensão de projetos pelo mundo fora está a baixar os custos da prospeção

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Os mínimos de mais de uma década que o Brent atingiu em janeiro, cotando-se abaixo de 30 dólares por barril, deixaram a indústria petrolífera preocupada, levando à suspensão de diversos projetos de investimento do sector. Mas as atividades de prospeção de petróleo e gás em Portugal deverão passar incólumes, de acordo com os vários consórcios com concessões no mercado nacional.


Os contratos em vigor preveem que as empresas invistam ao longo da próxima década mais de €430 milhões em atividades de prospeção. A maior parte do investimento será nas perfurações no mar: para a bacia de Peniche serão canalizados €166 milhões, para a do Alentejo €125 milhões e para a do Algarve €121 milhões.
Os consórcios do offshore incluem a Galp, Repsol, Partex, Eni e Kosmos, mas em terra há também concessões para prospeção petrolífera das empresas Australis e Portfuel.


A baixa cotação do petróleo pode pôr em causa a rentabilidade prevista para projetos de exploração em curso (ou seja, aqueles onde foi feito todo o investimento na prospeção e já existe extração de petróleo). No entanto, as atividades de prospeção não são tão vulneráveis à volatilidade do preço desta matéria-prima.


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