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Preço é decisivo para o acordo de paz no BPI

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Nuno Fox

Caixabank e Isabel dos Santos negoceiam posições. Espanhóis terão de pagar o que a empresária quer para sair do banco

Pressionados pela necessidade de pôr fim ao diferendo que travam há mais de um ano no BPI, os dois maiores acionistas do banco, o espanhol Caixabank (44,1%) e a angolana Isabel dos Santos (18,6%), sentaram-se nos últimos dias à mesa das negociações. O fumo branco poderá estar prestes a sair. Terá de haver, porém, cedências de parte a parte.


Os exatos termos das negociações não são públicos, mas várias fontes admitem que o cenário mais consistente passa pela compra da posição da Santoro de Isabel dos Santos (18,6%) no BPI pelo Caixabank (44,1%) e o reforço da participação do capital angolano no Banco de Fomento Angola (BFA). O desfecho final dependerá do preço que o banco catalão poderá oferecer. Em fevereiro de 2015, o Caixabank lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o BPI, oferecendo €1,329 por ação. O preço não agradou aos outros acionistas, especialmente a Isabel dos Santos, que em resposta sugeriu uma fusão entre ao BCP e o BPI. As ações do banco liderado por Fernando Ulrich valiam em Bolsa €1,16 na quinta-feira. Para convencer a empresária a sair do BPI o Caixabank terá de oferecer um preço bem mais alto, que depois terá de estender aos outros acionistas. Os catalães estão a fazer contas. A Uría Ménendez — Proença de Carvalho é quem está a assessorar as negociações.


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