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O admirável mundo das taxas negativas

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Com as taxas negativas, muitos japoneses preferem guardar o dinheiro fora do banco

Toru Hanai / Reuters

Política monetária agressiva leva juros negativos a cada vez mais países. Ainda sem grande efeito

Taxas de juro negativas é quase um contrassenso à primeira vista. Quem empresta, paga, quem pede emprestado, recebe. Estranho? Mais ou menos. É o resultado de políticas monetárias altamente agressivas em vários países para tentar estimular o crescimento e, principalmente, para pressionar a subida da inflação. Neste momento, há quase um quarto do produto interno bruto (PIB) mundial a viver com taxas diretoras negativas. Taxas do banco central que se estendem a vários segmentos da economia. No normal funcionamento da economia, o preço é cobrado pelo vendedor em troca do bem ou serviço prestado ao comprador. Quando o preço é negativo, as coisas ficam baralhadas.

E há até relatos de comportamentos inesperados. Há mesmo quem defenda medidas drásticas. Como é o caso de Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) e professor em Harvard (EUA), que recentemente sugeriu a retirada dos dólares de circulação. O mundo do dinheiro ficou do avesso no rescaldo da crise financeira de 2008. A situação é mais bizarra no Japão e em alguns países europeus. Na maior parte dos casos, as taxas negativas aplicam-se apenas nos depósitos dos bancos, mas há pelo menos dois países — Suécia e Suíça — onde as linhas normais de liquidez da política monetária estão também em terreno negativo. Ou seja, o banco central empresta e ainda paga.


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