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Impresa fecha 2015 com lucros de 4,027 milhões de euros

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Grupo proprietário do Expresso, SIC e Visão apresentou um lucro consolidado de €4 milhões em 2015, um recuo face aos €11 milhões registados em 2014. A penalizar as contas estiveram os custos com a reestrutruração e a forte redução da margem nos concursos com participação telefónica

O grupo Impresa - Expresso, SIC, Visão, Exame, entre outros – obteve um lucro de €4,027 milhões em 2015, contra um resultado líquido de €11,006 milhões no exercício de 2014, um recuo de 63,4%. Sem os custos da reestruturação, a descida do lucro teria sido menor (40,2%), já que os resultados líquidos ter-se-iam situado nos €6,881 milhões. Os custos com a reestruturação ascenderam a €3,8 milhões. Houve ainda perdas cambiais no valor de €3,6 milhões.

As receitas consolidadas da Impresa ascenderam a 230,9 milhões em 2015, uma descida de 2,9% face ao exercício homólogo. A quebra da publicidade e das receitas com as chamadas telefónicas pressionaram negativamente este indicador. A Impresa sublinha no entanto que houve um crescimento de 11,7% para €50,4 milhões nas receitas com a subscrição de canais. As receitas de publicidade cairam 2,2% para €119,1 milhões e as de circulação recuaram 2,7% para €25 milhões.

O EBTIDA (meios operacionais libertos) consolidado do grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão desceu 29,4%, passando de €31,9 milhões em 2014 para €22,5 milhões em 2015. É no negócio da televisão (SIC) onde a quebra do EBITDA, mais se faz sentir (-25,2%), com este indicador a recuar de €31,7 milhões para €23,7 milhões. Na Impresa Publishing (Expresso, Visão, Exame, Exame Informática e, entre outros, Caras) o EBITDA caiu 19,9% para €3,6 milhões.

Os custos operacionais consolidados do grupo aumentaram 1,2% para €208,3 milhões.

Destaque positivo para a redução da dívida remunerada, que caiu de €184,6 milhões em 2014 para €178,8 milhões em 2015, um redução de €5,8 milhões. Nos últimos sete anos, a dívida remunerada líquida baixou em 82,3 milhões, salienta a Impresa em comunicado.

O grupo Impresa tem uma quota de mercado de 41,9%. O Expresso é o semanário mais vendido do país, com uma circulação paga média de 95 mil exemplares, e é o líder nas vendas digitais, sendo que o Expresso Diário digital tem um número médio de 17 mil compradores.

A Impresa Publishing terminou o ano com receitas de €55,7 milhões, menos 5,1% do que em 2014. Já a SIC viu as receitas cairem 2,2% para €173,6 milhões, penalizada sobretudo pela forte redução da margem nos concursos com participação telefónica. A publicidade representa 54% do total das receitas da SIC.

Serão estas as últimas contas da Impresa com presidência executiva de Pedro Norton. A partir do próximo dia 6 de março o grupo passará a ter como presidente executivo Francisco Pedro Balsemão.

Os resultados de 2015 não têm ainda refletidos os cortes verificados no contrato com a PT Portugal, dona da MEO, cujos efeitos irão sentir a partir de 2016.

"A Impresa, que vai continuar a manter um apertado controlo de custos operacionais, tem como expectativa atingir os seguintes objetivos em 2016: melhoria dos indicadores operacionais e dos resultados líquidos e continuação da redução do passivo remunerado", lê-se no comunicado.

(Em atualização)