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Portugal está a pedir mais patentes

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Tecnologia médica é a área com mais pedidos no Instituto Europeu de Patentes. Minho e Douro Litoral são as regiões do país de onde saem mais pedidos e Lisboa lidera nas cidades

Os pedidos de patentes com origem em Portugal no Instituto Europeu de Patentes (IEP) cresceram 21,2 %, um aumento muito significativo para Portugal e um dos maiores crescimentos da Europa, ficando muito acima da média da União Europeia (0,3%).

A Tecnologia Médica continua a ser a área com mais pedidos de patentes junto do IEP em 2015, com um crescimento de 11% relativamente a 2014. Outras áreas com um crescimento significativo são a Motores, Bombas e Turbinas (18%), categoria sob a qual são também registados os pedidos de patentes de energias renováveis, a Produtos Farmacêuticos” (+10%), a Medição (+8%) e a Informática (+8%).

A região do Minho e Douro Litoral lidera o ranking regional reunindo 44% de todos os pedidos de patentes provenientes de Portugal, seguidos pela Beira Litoral (17.5%) e a Estremadura e o Ribatejo (15.3%) em lugar ex-aequo. No ranking de cidades, Lisboa lidera este top com 25 pedidos de patentes, seguido de Braga com 21 e o Porto com 16.

No ano passado, as empresas, os centros de investigação e as universidades portuguesas apresentaram 137 pedidos de patentes ao IEP (113 em 2014), um número record. O número de patentes europeias concedidas às empresas e centros de investigação portugueses pelo IEP mais que duplicou em 2015 (mais de 109%), para 46 patentes, o número maior dos últimos 10 anos.

O Laboratório Ibérico internacional de Nanotecnologia (INL) é o centro de investigação que tem mais pedidos de patentes portuguesas (oito), seguido pela empresa Saronikos Trading and Services (seis), a Universidade do Minho (seis), a Novadelta-Comércio e Industria de Cafés (cinco) e a empresa Oliveira & Irmão (cinco).

Somando a esta lista a Universidade do Porto, a A4TEC – Association for the Advancement of Tissue Engineering and Cell Based Technologies & Therapies, o CeNTI – Centre for Nanotechnology and Smart Materials, e a Universidade de Coimbra, contam-se, no total, três centros de investigação e três universidades entre os 10 maiores requerentes de patentes, o que torna estas instituições nos motores-chave dos pedidos de patentes provenientes de Portugal.

Em 2015, em termos gerais, os pedidos de patentes junto do IEP aumentaram 4,8% para 160 000 (153 000 em 2014). O aumento foi fomentado sobretudo por empresas dos Estados Unidos da América (16,4%) e da China (22,2%), enquanto que o volume de pedidos provenientes dos 38 países-membros do IEP manteve-se estável (0.7%). O top dos cinco países com maior número de patentes foi ocupado, por ordem decrescente, pelos Estados Unidos da América, seguidos da Alemanha, Japão, França e os Países Baixos.

“O incrível crescimento de pedidos de patentes ao IEP prova que a Europa continua a ser um hub para inovadores de todo o mundo e um mercado tecnológico muito atractivo”, afirma o presidente do IEP, Benoît Battistelli. “Este é um reflexo do interesse das empresas e dos inventores em procurarem a protecção das suas invenções através de patentes de alta qualidade para o mercado europeu”, sustenta o responsável, acrescentando que “apesar do crescimento impressionante dos pedidos provenientes de países de fora da Europa, o balanço do número de pedidos de patentes realizados por empresas europeias noutras regiões continua a ser claramente positivo, o que realça o potencial de inovação da economia europeia”.

A nível europeu registam-se diferenças marcantes na actividade de patenteamento dos países europeus no IEP no ano pasado. Itália reverte a tendência negativa dos últimos quatro anos, ao aumentar em 9% o número de pedidos. bem como Espanha (3.8%), Bélgica (5.9%), Reino Unido (5.7%), Países Baixos (3.3%) e Suíça (2.6%).

Por seu lado, França (1.6%), Áustria (1.4%) e Suécia (-0.9%) mantiveram o mesmo nível aproximadamente do que no ano anterior, enquanto que os pedidos de patentes da Alemanha diminuíram de novo (-3.2%), assim como os de alguns países nórdicos, como a Finlândia (-8.3%) e a Dinamarca (-2.7%), que apresentaram menos pedidos.

Em termos de empresas, a Philips passou para o 1º lugar no top das empresas com mais pedidos de patentes em 2015. A Samsung ficou em 2º lugar, seguida pela LG, a Huawei e a Siemens. O top dos 10 maiores requerentes de pedidos de patentes conta com quatro empresas de países europeus, três dos Estados Unidos, duas da Coreia e uma da China.