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Euforia nas bolsas asiáticas

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Índices de Tóquio e Xangai sobem mais de 4%. Bancos centrais da Austrália e Japão apontam para mais estímulos monetários. Ásia prossegue tendência de ganhos da Europa e de Nova Iorque do dia anterior

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico fecharam esta quarta-feira com ganhos significativos prosseguindo a tendência altista registada no dia anterior na Europa e em Nova Iorque.

O índice chinês de referência, o CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas de Xangai e Shenzhen), subiu 4,12% e o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio avançou 4,11%. Tóquio é a terceira bolsa mais importante do mundo, depois do NYSE e do Nasdaq em Nova Iorque, e Xangai e Shenzhen são a quarta e quinta na classificação mundial.

O índice composto de Xangai subiu hoje 4,26% e o similar para Shenzhen avançou 4,7%. Em Tóquio, o outro índice bolsista importante, o TOPIX, registou ganhos de 3,75%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng, negociava acima de 3%. Em Mumbai, o índice Nifty 50 subia mais de 2%. Em Sidney, o índice ASX 200 fechou a subir 2%. Em Seul, o índice Kospi ganhou 1,6%. A subida mais modesta registou-se no índice geral de Taiwan, que avançou 0,69%.

A maré verde parece ter regressado para dominar as praças financeiras em março, depois de, em fevereiro, as bolsas mundiais terem perdido quase 0,9% e em janeiro terem quebrado mais de 6%. Na terça-feira, primeiro dia de março, o índice mundial MSCI ganhou 1,89%, a segunda maior subida desde início do ano, puxado por ganhos de 2,4% em Nova Iorque, 1,7% nos mercados emergentes e 1,4% na Europa. O índice Nasdaq composto liderou em Nova Iorque com uma subida de 2,89% e o índice Dax em Frankfurt liderou nas praças financeiras europeias com um avanço de 2,34%.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, continua a trajetória de subida registando valores perto de 37 dólares. Na terça-feira cotou-se a 37,24 dólares durante a sessão, um máximo que já não se verificava desde o final de 2015, deixando à distância de 10 dólares o mínimo verificado a 20 de janeiro, que para alguns analistas poderá ter marcado o ponto de viragem no ciclo descendente desde junho de 2014. A subida do preço do Brent tem sido alimentada pela expetativa em relação à consolidação da iniciativa de Doha numa reunião que deverá realizar-se este mês.

Mais estímulos na Ásia

O Banco da Reserva da Austrália comunicou hoje que há espaço para mais estímulos. Na China, o Banco Popular da China, o banco central, decidiu voltar a baixar o câmbio face ao dólar. Apesar da agência de notação Moody’s ter baixado a perspetiva sobre a dívida de longo prazo chinesa de estável para negativa, o Tesouro chinês colocou esta quarta-feira 20 biliões de yuans (cerca de 2,8 mil milhões de euros) numa emissão a 10 anos pagando 2,82%, abaixo das yields no mercado secundário. A Moody’s classifica a dívida chinesa coma notação de Aa3, ainda em terreno de grau de investimento elevado.

No Japão, o governador do banco central Haruhiko Kuroda disse hoje perante o Parlamento (Dieta) que o Banco do Japão (BoJ) continuará a política de estímulos até que a meta de inflação de 2% seja atingida, o que se prevê para o primeiro semestre de 2017. A decisão tomada em 29 de janeiro de cortar a taxa de remuneração de depósitos dos bancos no BoJ para terreno negativo foi muito criticada na Dieta nipónica, mas Kuroda defendeu-se alegando que essa decisão está a permitir consolidar a saída do país da armadilha da deflação. Argumentou que a inflação subjacente nipónica está em terreno positivo há 28 meses.

  • Na primeira sessão de março, o índice Eurostoxx 50 da zona euro subiu mais de 2%, com as ações das construtoras alemãs a ganharem mais de 4%. PSI 20, da Bolsa de Lisboa, avança 1,19%. Euro desvaloriza e preço do barril de Brent sobe para 37 dólares