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Juros da dívida regressam a 3%, mas prémio de risco diminui

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos subiram ligeiramente esta terça-feira regressando ao patamar de 3%no mercado secundário. Mas devido à subida dos juros das obrigações alemãs, que servem de referência, o prémio de risco da dívida portuguesa continua a descer

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) no prazo de referência a 10 anos fecharam esta terça-feira no mercado secundário da dívida em 3,012% na linha que vence em julho de 2026, ligeiramente acima do valor de encerramento no dia anterior abaixo daquele patamar de 3%, segundo dados da Bloomberg.

O movimento ascendente das yields no mercado secundário estendeu-se a quase todos os membros do euro, com exceção de Espanha e Itália, cujas yields nas obrigações a 10 anos desceram dois pontos base.

Em virtude da subida das yields das obrigações alemãs a 10 anos, que servem de referência na zona euro, o prémio de risco da dívida portuguesa desceu ligeiramente para 286 pontos base, o equivalente a 2,86 pontos percentuais acima do custo de financiamento da dívida alemã.

No mercado de credit default saps (acrónimo cds), que funcionam como contratos para cobertura do risco de incumprimento, o preço dos cds a 5 anos para a dívida portuguesa desceu esta terça-feira para 282,18 pontos base (o que significa que o comprador do cds tem de pagar 2,82% do valor a cobrir). Em termos relativos, foi a descida mais significativa entre o custo dos cds para os periféricos do euro.

  • Pela primeira vez na sua história, o Tesouro nipónico emitiu esta terça-feira dívida de longo prazo pagando um juro negativo. O Japão colocou 2,2 biliões de ienes pagando -0,024%. No mercado secundário, o juro está desde 25 de fevereiro em -0,06%

  • Juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos encerraram a última sessão de fevereiro abaixo de 3% no mercado secundário, mas estão ainda acima do valor de fecho de janeiro. “Clube” internacional dos juros negativos amplia-se na zona euro e passa a incluir o Japão no prazo a 10 anos e a Alemanha no prazo a 9 anos