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Bolsas. Ásia fecha em alta e Europa segue a tendência ascendente

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Na primeira sessão de março, a bolsa de Mumbai, na Índia, liderou as subidas na Ásia. Apesar da divulgação de indicadores da atividade económica chinesa terem confirmado abrandamento, investidores receberam positivamente a decisão do Banco central em Pequim de dar o primeiro passo em mais estímulos depois do G20. Preço do Brent próximo de 37 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico fecharam em alta esta terça-feira, primeira sessão de março. Inverteram a trajetória da última sessão de fevereiro, quando o índice MSCI para a região da Ásia Pacífico perdeu 0,38%. A bolsa de Mumbai liderou hoje as subidas, com os índices Nifty 50 e BSE Sensex a ganharem perto de 3%. Tóquio fechou com o índice Nikkei 225 a subir 0,37%. Na China, o índice de referência para as duas bolsas, o CSI 300 (das trezentas principais cotadas) avançou 1,85%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,3%.

A Europa acabou de abrir com muitos dos principais índices com oscilações acima e abaixo da linha de água, mas a trajetória parece ser ascendente. Os futuros do Dax em Frankfurt estão a registar ganhos. O PSI 20, da Bolsa de Lisboa, iniciou março acima da linha de água com as ações da Pharol a liderarem as quedas e as ações da Galp Energia e da Teixeira Duarte a liderarem as subidas. Na segunda-feira, o índice MSCI para a região subiu modestamente 0,16%.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, continua a trajetória de subida cotando-se perto de 37 dólares no fecho da sessão asiática. Está quase 10 dólares acima do mínimo de 27 dólares registado a 20 de janeiro, que para alguns analistas do sector terá sido o ponto mais baixo do ciclo de queda de preços iniciado em junho de 2014.

Na Ásia, os investidores receberam positivamente a decisão do Banco Popular da China, o banco central, em cortar em 50 pontos base o rácio obrigatório de reservas nos bancos, libertando, deste modo, liquidez. A decisão foi anunciada na segunda-feira já depois dos mercados financeiros asiáticos terem fechado e é o primeiro movimento de estímulos por um banco central depois da reunião do G20, que terminou no sábado, com um apelo tímido a estímulos ao crescimento.

Este passo dado pelo banco central em Pequim acabou por ser uma resposta antecipada aos maus resultados dos índices PMI (Purchase Managers’ Index, que refletem a opinião dos decisores de compras) para fevereiro divulgados hoje oficialmente e pela Markit/Caixin. O índice oficial PMI para o sector industrial desceu de 49,4 em janeiro para 49 em fevereiro, sinalizando a continuação de uma contração (valores abaixo de 50). O índice PMI da Markit e da revista financeira chinesa Caixin para a indústria caiu de 48,4 para 48 naquele período, apontando para uma contração da atividade ainda maior. O índice oficial PMI para o sector dos serviços desceu de 53,5 para 52,7 revelando um abrandamento da atividade.

  • O conjunto das bolsas mundiais perdeu 0,89% em fevereiro, segundo o índice MSCI. Japão, Índia, Suíça e Itália estiveram em destaque pela negativa. PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 5,9%. Depois de recomendação tímida do G20, China é a primeira economia a decidir novos estímulos